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Meio Ambiente

Ações para o clima na COP26 podem salvar milhões de vidas, diz OMS

30.set.21 - A ativista climática ugandense Vanessa Nakate, do Movimento Rise Up, em entrevista coletiva após se reunir com o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, durante uma reunião preparatória antes da cúpula do clima COP26, em Milão, Itália - GUGLIELMO MANGIAPANE/REUTERS
30.set.21 - A ativista climática ugandense Vanessa Nakate, do Movimento Rise Up, em entrevista coletiva após se reunir com o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, durante uma reunião preparatória antes da cúpula do clima COP26, em Milão, Itália Imagem: GUGLIELMO MANGIAPANE/REUTERS

Emma Farge

11/10/2021 19h38Atualizada em 11/10/2021 22h02

A Organização Mundial da Saúde e cerca de três quartos dos profissionais de Saúde do mundo pediram nesta segunda-feira que os governos adotem mais ações pelo clima na conferência global climática COP26, apontando que isso pode salvar milhões de vidas ao ano.

O relatório da agência sanitária da ONU sobre mudanças climáticas e os pedidos da área por ações transformadoras em todos os setores, incluindo energia, transporte e finanças, aponta que os benefícios de ações ambiciosas em relação ao clima superam de longe seus custos.

"A queima de combustíveis fósseis está nos matando. As mudanças climáticas são a principal ameaça de saúde que a humanidade enfrenta", afirmou a OMS na segunda-feira.

A OMS disse anteriormente que cerca de 13,7 milhões de mortes por ano, ou cerca de 24,3% do total global, aconteceram por conta de riscos ambientais como a poluição do ar e a exposição a químicos.

Não está claro exatamente quantos dessas mortes estão diretamente ligados às mudanças climáticas, embora a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira, tenha dito que cerca de 80% das mortes por conta da poluição do ar poderiam ter sido prevenidas se suas orientações fossem cumpridas.

As mudanças climáticas também impulsionam algumas doenças infecciosas como a dengue e a malária, causando mortes em algumas das regiões mais pobres do planeta, segundo Diarmid Campbell-Lendrum, diretor da unidade de Mudanças Climáticas da OMS.

"Nossa saúde não é negociável: estamos indo para negociações sobre o clima, estamos negociando muitas coisas, mas a vida de uma só criança, seja ela perdida para a poluição do ar ou para as mudanças climáticas, não é algo que deveria estar na mesa", disse.

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