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Ativistas antiaborto marcham em Washington contra restrições nos EUA

27.jan.2017 - "A vida do feto importa", diz cartaz de manifestante em marcha antiaborto em Washington (EUA) - Tasos Katopodis/AFP
27.jan.2017 - "A vida do feto importa", diz cartaz de manifestante em marcha antiaborto em Washington (EUA) Imagem: Tasos Katopodis/AFP

Gabriella Borter

Reuters, em Washington

21/01/2022 13h23Atualizada em 21/01/2022 18h47

Os ativistas antiaborto tomarão as ruas de Washington hoje para a anual "Marcha pela Vida", desta vez impulsionados pelas recentes novas restrições ao aborto em diversos Estados e pela possibilidade de a Suprema Corte dos Estados Unidos suspender direitos nacionais ao aborto no país.

A marcha marca o 49º aniversário do caso "Roe vs. Wade", o julgamento de 1973 da Suprema Corte que estabeleceu o direito da mulher de interromper uma gravidez antes que o feto seja viável, por volta das 24 semanas.

Os ativistas estão otimistas de que este será o último ano da marcha com a decisão em vigor.

Em dezembro, a Suprema Corte sinalizou sua abertura para derrubar o veredicto durante os argumentos para um caso de Mississippi. Os juízes conservadores, como Samuel Alito e Brett Kavanaugh, indicaram simpatia pela proibição do aborto no Mississippi, o que viola o precedente.

Se o tribunal de maioria conservadora decidir a favor do Mississippi, ele poderia reformular o direito ao aborto em vigor nos Estados Unidos por quase meio século. Espera-se uma decisão até o final de junho.

Jeanne Mancini, presidente do grupo nacional antiaborto que organiza o evento desta sexta, disse que os ativistas estão esperançosos de que "este ano nos aproximará muito mais da construção da cultura da vida pela qual todos nós marchamos desde que Roe vs. Wade foi imposto à nossa nação há quase 50 anos".

O aborto é há muito tempo uma questão politicamente divisória nos Estados Unidos, com os opositores ao aborto preocupados em preservar a vida desde a concepção e os defensores dos direitos ao aborto defendendo a autonomia corporal da mulher.

Nos últimos anos, os Estados controlados pelos republicanos têm avançado com legislações e políticas que tornam mais difícil para as mulheres conseguir um aborto. O Instituto Guttmacher, uma organização de direitos ao aborto, disse que 2021 viu as maiores restrições aos direitos ao aborto nos Estados Unidos em décadas, com 108 restrições ao aborto decretadas em 19 Estados.

Uma coalizão nacional de mais de 100 grupos de defesa do direito ao aborto não estava planejando nenhum contraprotesto em particular para a "Marcha pela Vida" por causa do recente pico nos casos da Covid-19, disse a diretora de campanha da coalizão, Sharmin Hossain. Em vez disso, a coalizão realizará uma série de eventos virtuais para marcar o aniversário de Roe vs. Wade esta semana.

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