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Boulos está acostumado a mandar, ser prefeito é outra coisa, diz Covas

16.11.2020 - Prefeito e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) antes de debate promovido pela CNN Brasil - Kelly Queiroz/Divulgação/CNN Brasil
16.11.2020 - Prefeito e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) antes de debate promovido pela CNN Brasil Imagem: Kelly Queiroz/Divulgação/CNN Brasil

Do UOL, em São Paulo

16/11/2020 20h43Atualizada em 16/11/2020 21h09

Atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) alfinetou, na noite de hoje, o adversário na disputa do segundo turno, Guilherme Boulos (PSOL), quando ele criticou obras realizadas na cidade apenas "em época de eleições". O debate é realizado pela CNN e retransmitido pelo UOL.

"A diferença que faz você não ter experiência em gestão pública. Recurso em caixa nao é recurso liberado para fazer o que bem entender", declarou Covas.

Até entendo a dificuldade do Guilherme Boulos, porque ele como chefe de um movimento está acostumado a mandar. Ser prefeito é mais do que isso, é ser servidor público, ouvir as pessoas, a comunidade, discutir e dialogar com o parlamento municipal e com as pessoas."
Bruno Covas

O tucano disse que o orçamento não pode ser utilizado de acordo com o se passa "na cabeça do prefeito" e afirmou que, enquanto líder de um movimento social, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Boulos não estava acostumado ao diálogo.

Lamentavelmente, você falar em ser chefe de movimento, falar em radicalismo, é um discurso cheio de raiva. Talvez você ache que a eleição esteja ganha, preocupado com nosso crescimento."
Guilherme Boulos

"Política não se faz com discurso bonito. Se faz com gestão", repetiu o tucano. Boulos classificou o tom como "jocoso" e "pouco respeitoso".

"Tenho muito orgulho da minha experiência no movimento social. Aprendi a entender as pessoas, essa experiência me deu sensibilidade social, coisa que nenhum dos cargos que você teve te dá."

Colaboraram: Carolina Marins, Felipe Oliveira, Jean Sfakianakis, Juliana Arreguy, Leonardo Martins, Lucas Teixeira Borges e Roberto Junior