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EUA pede que Israel e palestinos evitem 'provocações' por marcha em Jerusalém

Gabinete de Benjamin Netanyahu deu luz verde para uma marcha em Jerusalém na próxima semana - Abir Sultan/Pool via REUTERS
Gabinete de Benjamin Netanyahu deu luz verde para uma marcha em Jerusalém na próxima semana Imagem: Abir Sultan/Pool via REUTERS

09/06/2021 16h25Atualizada em 09/06/2021 17h11

Washington, 9 Jun 2021 (AFP) - Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira (9) a Israel e os palestinos que evitem "provocações" e mantenham o cessar-fogo depois que o governo israelense autorizou uma polêmica marcha nacionalista em Jerusalém.

"Acreditamos que é essencial se abster de tomar medidas que exacerbem as tensões", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, ao ser consultado sobre a marcha.

Ele afirmou que os Estados Unidos estão engajados na diplomacia e querem fazer "tudo o que puderem para tentar evitar escaladas ou provocações que possam gerar uma centelha para reacender a violência".

Questionado sobre se os Estados Unidos se opunham à marcha, Price se recusou a responder diretamente, mas declarou: "Todos nós vimos o que precipitou a última explosão de violência e sabemos o quão delicada é essa situação".

O gabinete do premier israelense em fim de mandato, Benjamin Netanyahu, deu luz verde para uma marcha em Jerusalém na próxima semana, em meio a ameaças do grupo islamita Hamas de retomar os combates, caso prossiga.

Manifestações anteriores de grupos judaicos de extrema direita aumentaram as tensões em Jerusalém, levando a uma intervenção policial no complexo da mesquita de Al-Aqsa, citado pelo Hamas quando disparou foguetes em direção a Israel.

Os protestos provocaram ataques com foguetes do Hamas, que geraram um conflito militar que vitimou 260 palestinos e pelo menos 13 israelenses no mês passado.