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Dez perguntas para entender o conflito entre israelenses e palestinos

Palestino se disfarçou de jornalista para esfaquear um soldado israelense na Cisjordânia - Jameel Salhab/Reuters
Palestino se disfarçou de jornalista para esfaquear um soldado israelense na Cisjordânia Imagem: Jameel Salhab/Reuters

17/10/2015 08h43

Três palestinos foram mortos por israelenses em episódios diferentes neste sábado (17). Segundo o governo israelense, os três foram baleados porque tentaram esfaquear judeus.

Em Hebron, cidade na Cisjordânia ocupada por Israel, um colono israelense matou um adolescente palestino a tiros, afirmando que o jovem tentou atacá-lo com uma faca. Na mesma cidade, uma militar israelense matou uma mulher, que também teria tentado esfaqueá-la.

Em Jerusalém, um palestino foi baleado e morto por forças israelenses quando apareceu mostrando uma faca em um posto de controle.

Uma nova onda de violência se instaurou recentemente entre israelenses e palestinos. No último mês, quase todos os dias houve casos de israelenses feridos por palestinos.

Ao menos 40 palestinos, incluindo muitos dos que promoveram os ataques, foram mortos. Do lado israelense, 7 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nos ataques.

Exército na rua

Diante da situação, Israel anunciou nesta semana que colocaria seu Exército novamente nas ruas de Jerusalém e bloqueou o acesso a vários bairros e vilarejos palestinos no leste da cidade.

A correspondente da BBC em Jerusalém Yolande Knell diz que a nova onda de violência, que ocorre no momento em que perspectivas de um acordo de paz parecem distantes, causa pânico em Israel e aumenta o temor de uma nova intifada palestina - palavra árabe para "levante popular".

As tensões parecem ter como origem o futuro de Jerusalém, que tanto israelenses quanto palestinos consideram sua capital.

Mas este também é o capítulo mais recente de um conflito antigo que, no momento, parece mais longe do que nunca de uma solução.

A BBC Brasil responde a dez perguntas básicas para entender por que esse antigo conflito entre israelenses e palestinos é tão complexo e polarizado.

1. Como o conflito começou?

O movimento sionista, que procurava criar um Estado para os judeus, ganhou força no início do século 20, incentivado pelo antissemitismo sofrido por judeus na Europa.

Naquele tempo, a região da Palestina, entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, considerada sagrada para muçulmanos, judeus e católicos, pertencia ao Império Otomano e era ocupada, principalmente, por muçulmanos e outras comunidades árabes. Mas uma forte imigração judaica, alimentada por aspirações sionistas, começou a gerar resistência entre as comunidades locais.

Após a desintegração do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido recebeu um mandato da Liga das Nações para administrar o território da Palestina.

Mas, antes e durante a guerra, os britânicos fizeram várias promessas para os árabes e os judeus que não se cumpririam, entre outras razões, porque eles já tinham dividido o Oriente Médio com a França. Isso provocou um clima de tensão entre árabes e nacionalistas sionistas que acabou em confrontos entre grupos paramilitares judeus e árabes.

Depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, aumentou a pressão pelo estabelecimento de um Estado judeu. O plano original previa a partilha do território controlado pelos britânicos entre judeus e palestinos.

Após a fundação de Israel, em 14 de maio de 1948, a tensão deixou de ser local para se tornar questão regional. No dia seguinte, Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram o território. Foi a primeira guerra árabe-israelense, também conhecida pelos judeus como a guerra de independência ou de libertação. Depois da guerra, o território originalmente planejado pela Organização das Nações Unidas para um Estado árabe foi reduzido pela metade.

Para os palestinos, começava ali a nakba, palavra em árabe para "destruição" ou "catástrofe": 750 mil palestinos fugiram para países vizinhos ou foram expulsos pelas tropas israelenses.

Mas 1948 não seria o último ano de confronto entre os dois povos. Em 1956, Israel enfrentou o Egito em uma crise motivada pelo Canal de Suez, mas o conflito foi definido fora do campo de batalha, com a confirmação pela ONU da soberania do Egito sobre o canal, após forte pressão internacional sobre Israel, França e Grã-Bretanha.

Em 1967, veio a batalha que mudaria definitivamente o cenário na região - a Guerra dos Seis Dias. Foi uma vitória esmagadora para Israel contra uma coalizão árabe. Após o conflito, Israel ocupou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, do Egito; a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia; e as Colinas de Golã, da Síria. Meio milhão de palestinos fugiram.

Israel e seus vizinhos voltaram a se enfrentar em 1973. A Guerra do Yom Kippur colocou Egito e Síria contra Israel numa tentativa dos árabes de recuperar os territórios ocupados em 1967.

Em 1979, o Egito se tornou o primeiro país árabe a chegar à paz com Israel, que desocupou a Península do Sinai. A Jordânia chegaria a um acordo de paz em 1994.

A Faixa de Gaza, devolvida gradualmente aos palestinos a partir de 1994, seria cenário de novos conflitos armados entre israelenses e palestinos em 2008, 2009, 2012 e 2014.

2. Por que Israel foi fundado no Oriente Médio?

A religião judaica diz que a área em que Israel foi fundado é a terra prometida por Deus ao primeiro patriarca, Abraão, e seus descendentes.

A região foi invadida pelos antigos assírios, babilônios, persas, macedônios e romanos. Roma foi o império que nomeou a região como Palestina e, sete décadas depois de Cristo, expulsou os judeus de suas terras depois de lutar contra os movimentos nacionalistas que buscavam independência.

Com o surgimento do Islã, no século 7 d.C., a Palestina foi ocupada pelos árabes e depois conquistada pelas cruzadas europeias. Em 1516, estabeleceu-se o domínio turco, que durou até a Primeira Guerra Mundial, quando o mandato britânico foi imposto.

A Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina disse em seu relatório à Assembleia Geral em 3 de setembro de 1947 que as razões para estabelecer um Estado judeu no Oriente Médio eram baseados em "argumentos com base em fontes bíblicas e históricas", na Declaração de Balfour de 1917 - em que o governo britânico se pôs favorável a um "lar nacional" para os judeus na Palestina - e no mandato britânico na Palestina.

Reconheceu-se a ligação histórica do povo judeu com a Palestina e as bases para a constituição de um Estado judeu na região.

Após o Holocausto nazista contra milhões de judeus na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, cresceu a pressão internacional para o reconhecimento de um Estado judeu.

Sem conseguir resolver a polarização entre o nacionalismo árabe e o sionismo, o governo britânico levou a questão à ONU.

Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral aprovou um plano de partilha da Palestina, que recomendou a criação de um Estado árabe independente e um Estado judeu e um regime especial para Jerusalém.

O plano foi aceito pelos israelenses mas não pelos árabes, que o viam como uma perda de seu território. Por isso, nunca foi implementado.

Um dia antes do fim do mandato britânico da Palestina, em 14 de maio de 1948, a Agência Judaica para Israel, representante dos judeus durante o mandato, declarou a independência do Estado de Israel.

No dia seguinte, Israel solicitou a adesão à ONU, condição que alcançou um ano depois. Hoje, 83% dos membros da ONU reconhecem Israel (160 de 192 membros).

3. Por que há dois territórios palestinos?

Relatório da Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina à Assembleia Geral, em 1947, recomendou que o Estado árabe incluiria a área oeste da região da Galileia, a região montanhosa de Samaria e Judeia com a exclusão da cidade de Jerusalém e a planície costeira de Isdud até a fronteira com o Egito.

Mas a divisão do território foi definida pela linha de armistício de 1949, estabelecida após a primeira guerra árabe-israelense.

Os dois territórios palestinos são a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e a Faixa de Gaza. A distância entre eles é de cerca de 45 km de distância. A área é de 5.970 km² e 365 km², respectivamente.

Originalmente ocupada por Israel, que ainda mantém o controle de sua fronteira, Gaza foi ocupada pelo Exército israelense na guerra de 1967 e foi desocupada apenas em 2005. O país, no entanto, mantém um bloqueio por ar, mar e terra que restringe a circulação de mercadorias, serviços e pessoas.

Gaza é atualmente controlada pelo Hamas, o principal grupo islâmico palestino que nunca reconheceu os acordos assinados entre Israel e outras facções palestinas.

A Cisjordânia é governada pela Autoridade Nacional Palestina, governo palestino reconhecido internacionalmente, cujo principal grupo, o Fatah, é laico.

4. Israelenses e palestinos nunca se aproximaram da paz?

Após a criação do Estado de Israel e o deslocamento de milhares de pessoas que perderam suas casas, o movimento nacionalista palestino começou a se reagrupar na Cisjordânia e em Gaza, controlados pela Jordânia e Egito, respectivamente, e nos campos de refugiados criados em outros países árabes.

Pouco antes da guerra de 1967, organizações palestinas como o Fatah, liderado por Yasser Arafat, formaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e lançaram operações contra Israel, primeiro a partir da Jordânia e, depois, do Líbano. Os ataques também incluíram alvos israelenses em solo europeu.

Em 1987, teve-se início o primeiro levante palestino contra a ocupação israelense. A violência se arrastou por anos e deixou centenas de mortos. Um dos efeitos da intifada foi a assinatura, entre a OLP e Israel em 1993, dos acordos de paz de Oslo, nos quais a organização palestina renunciou à "violência e ao terrorismo" e reconheceu o "direito" de Israel "de existir em paz e segurança", um reconhecimento que o Hamas nunca aceitou.

Após os acordos assinados em Oslo, foi criada a Autoridade Nacional Palestina, que representa os palestinos nos fóruns internacionais. O presidente é eleito por voto direto. Ele, por sua vez, escolhe um primeiro-ministro e os membros de seu gabinete. Suas autoridades civis e de segurança controlam áreas urbanas (zona A, segundo Oslo). Somente representantes civis - e não militares - governam áreas rurais (área B).

Jerusalém Oriental, considerada a capital histórica de palestinos, não está incluída neste acordo e é uma das questões mais polêmicas entre as partes.

Mas, em 2000, a violência voltou a se intensificar na região, e teve início a segunda intifada palestina. Desde então, israelenses e palestinos vivem num estado de tensão e conflito permanentes.

Em 30 de setembro de 2015, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou na 70ª Assembleia Geral da ONU que seu governo se deixaria de cumprir os Acordos de Oslo por causa dos repetidos descumprimentos de Israel.

"Declaramos que não podemos continuar obrigados legalmente por estes acordos assinados e que Israel deve assumir todas as suas responsabilidades como um poder ocupante, porque essa situação não pode continuar", diz Abbas.

5. Quais são os principais pontos de conflito?

A demora na criação de um Estado palestino independente, a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia e a barreira construída por Israel - condenada pelo Tribunal Internacional de Haia - complicam o andamento de um processo paz.

Mas estes não são os únicos obstáculos, como ficou claro no fracasso das últimas negociações de paz sérias, em Camp David, nos Estados Unidos, em 2000, quando o então presidente Bill Clinton não conseguiu chegar a um acordo entre Arafat e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak.

Mahmoud Abbas anunciou na ONU que palestinos iriam se desvincular dos Acordos de Oslo, por descumprimento israelense

As diferenças que parecem irreconciliáveis são:

Jerusalém: Israel reivindica soberania sobre a cidade inteira (sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos) e afirma que a cidade é sua capital "eterna e indivisivel", após ocupar Jerusalém Oriental em 1967. A reivindicação não é reconhecida internacionalmente. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como sua capital.

Fronteiras: os palestinos exigem que seu futuro Estado seja delimitado pelas fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967, antes do início da Guerra dos Seis Dias, o que incluiria Jerusalém Oriental, o que Israel rejeita.

Assentamentos: ilegais sob a lei internacional, construídos pelo governo israelense nos territórios ocupados após a guerra de 1967. Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental há mais de meio milhão de colonos judeus.

Refugiados palestinos: os palestinos dizem que os refugiados (10,6 milhões, de acordo com a OLP, dos quais cerca de metade são registrados na ONU) têm o direito de voltar ao que é hoje Israel. Mas, para Israel, permitir o retorno destruiria sua identidade como um Estado judeu.

6. A Palestina é um país?

A ONU reconheceu a Palestina como um "Estado observador não membro" no final de 2012, deixando de ser apenas uma "entidade" observadora.

A mudança permitiu aos palestinos participar de debates da Assembleia Geral e melhorar as chances de filiação a agências da ONU e outros organismos.

Mas o voto não criou um Estado palestino. Um ano antes, os palestinos tentaram, mas não conseguiram, apoio suficiente no Conselho de Segurança.

Quase 70% dos membros da Assembleia Geral da ONU (134 de 192) reconhecem a Palestina como um Estado.

Em setembro de 2015, a maioria ampla votou por permitir que a bandeira palestina fosse hasteada diante da sede da organização. Só sete países se opuseram.

7. Por que os EUA são o principal parceiro de Israel? Quem apoia os palestinos?

A existência de um importante e poderoso lobby pró-Israel nos Estados Unidos e o fato da opinião pública ser frequentemente favorável a Israel faz ser praticamente impossível a um presidente americano retirar apoio a Israel.

De acordo com uma pesquisa encomendada em 2013 pela BBC em 22 países, os EUA foram o único país ocidental com opinião favorável a Israel, e o único país na pesquisa com uma maioria de avaliações positivas (51%).

Além disso, ambos os países são aliados militares: Israel é um dos maiores receptores de ajuda americana, grande parte destinada a subsídios para a compra de armas.

Palestinos não têm apoio aberto de nenhuma potência.

Na região, o Egito deixou de apoiar o Hamas, após a deposição pelo Exército do presidente islamita Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana - historicamente associada ao Hamas. Hoje em dia o Catar é o principal país que apoia o grupo palestino.

Apesar de a causa palestina gerar simpatia em muitos setores, isso não se traduz, em geral, em apoio formal.

Além disso, os atuais conflitos no Oriente Médio também distraíram a opinião pública internacional.

8. Por que estão se enfrentando agora?

Depois de um período de relativa tranquilidade, a violência entre as duas comunidades começou a escalar após confrontos em meados de setembro de 2015 na mesquita de Al-Aqsa, local sagrado para os muçulmanos em Jerusalém.

Os confrontos foram resultado de rumores sobre um suposto plano de Israel para modificar antigos acordos para a gestão do lugar.

Israel desmentiu os rumores, mas pouco depois disso, dois israelenses morreram na Cisjordânia por tiros disparados por palestinos.

Em seguida, teve início uma onda de esfaqueamentos e disparos que deixou dezenas de mortes de ambos os lados.

Após os incidentes, o governo israelense anunciou que as casas dos palestinos envolvidos nos ataques serão demolidas e que suas famílias perderão o direito de morar em Jerusalém.

As autoridades israelenses também estabeleceram postos de controle na saída de diversos bairros palestinos no leste de Jerusalém, os primeiros na cidade desde 1967.

Na última quarta-feira, palestinos e policiais israelenses se enfrentaram na cidade de Belém, na Cisjordânia, após o funeral de um homem palestino morto nos confrontos no dia anterior.

A violência se estendeu para a fronteira com Gaza.

9. Estamos à beira de uma nova Intifada?

Na história do conflito, os palestinos organizaram dois grandes levantes contra Israel, na década de 1980 e no início dos anos 2000.

E com o processo de paz praticamente morto, muitos observadores se perguntam se esse não poderia ser o início de uma terceira intifada.

Os ataques das últimas semanas, no entanto, não parecem particularmente organizados, mas um reflexo da crescente irritação, e até mesmo desespero, de alguns palestinos.

E, apesar de alguns grupos militantes terem comemorado os ataques, o líder palestino Mahmoud Abbas já afirmou que os palestinos não estão interessados na escalada de violência.

Mas, como explica Kevin Connolly, repórter da BBC em Jerusalém, a única verdade é que ninguém pode prever o que vai acontecer.

"O aumento repentino da violência nos últimos dias pode acabar também repentinamente ou pode provocar uma violência ainda maior", diz.

10. O que falta para que haja uma oportunidade de paz duradoura?

Israelenses teriam de aceitar a criação de um Estado soberano para os palestinos, o fim do bloqueio à Faixa de Gaza e o término das restrições à circulação de pessoas e mercadorias nas três áreas que formariam o Estado palestino: Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza.

Grupos palestinos também precisariam renunciar à violência e reconhecer o Estado de Israel.

Além disso, eles teriam que chegar a acordos razoáveis sobre fronteiras, assentamentos e o retorno de refugiados.

No entanto, desde 1948, ano da criação do Estado de Israel, muitas coisas mudaram, especialmente a configuração dos territórios disputados após as guerras entre árabes e israelenses.

Para Israel, estes são fatos consumados, mas os palestinos insistem que as fronteiras a serem negociadas devem ser aquelas existentes antes da guerra de 1967.

Além disso, enquanto no campo militar as coisas estão cada vez mais incontroláveis na Faixa de Gaza, há uma espécie de guerra silenciosa na Cisjordânia, com a construção de assentamentos israelenses, o que reduz, de fato, o território palestino nestas áreas.

Mas talvez a questão mais complicada pelo seu simbolismo seja Jerusalém, a capital tanto para palestinos e israelenses.

Tanto a Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, quanto o grupo Hamas, em Gaza, reivindicam a parte oriental como a capital de um futuro Estado palestino, apesar de Israel tê-la ocupado em 1967.

Um pacto definitivo nunca será possível sem resolver este ponto. Outros pontos poderiam ser negociados com concessões, mas não Jerusalém.

No momento, também não há nada que sugira um ressurgimento do processo de paz.

Na verdade, é difícil encontrar um momento da história recente em que tenham havido tão poucos esforços para encontrar uma solução para este antigo conflito.

E agora, poucos acreditam que o líder palestino Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu façam as concessões necessárias para chegar a um acordo.