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Carolina Brígido

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

TSE inicia compra de urnas para 2022 sem impressoras

Carolina Brígido

Escreve sobre Judiciário, especialmente o STF, desde 2001. Participou da cobertura do mensalão, da Lava-Jato e dos principais julgamentos dos últimos anos. Foi repórter e analista do jornal "O Globo" de 2001 a 2021. Foi colunista a revista "Época" de 2019 a 2021.

Colunista do UOL

25/06/2021 04h00

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai iniciar na próxima terça-feira (29) o processo de compra de até 176 mil urnas eletrônicas para serem usadas nas eleições de 2022. A previsão de gasto é de R$ 980,8 milhões com a aquisição dos equipamentos. Segundo o edital de licitação, não foi incluída a compra de impressoras.

Ou seja: se o Congresso Nacional aprovar o voto impresso para as próximas eleições, a Justiça Eleitoral vai precisar desembolsar mais dinheiro. Segundo o TSE, do ponto de vista técnico, é possível realizar ajustes para acoplar módulos impressores de votos em todos os modelos de urna - inclusive os novos.

Mesmo com essa possibilidade, técnicos do TSE afirmam que será praticamente inviável garantir o voto impresso em 100% das urnas até as eleições de 2022. O principal impasse é a falta de capacidade da indústria de tecnologia da informação para produzir as impressoras em tempo hábil.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem insistido na necessidade de aprovação do voto impresso pelo Congresso Nacional como forma de dar mais credibilidade às eleições. Na terça-feira (22), ele disse que o Ministério da Economia vai precisar realizar ajustes no Orçamento para implementar a novidade, caso seja aprovada.

Na semana passada, Bolsonaro disse que, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vencer as eleições sem o voto impresso, poderia haver uma convulsão social.

De acordo com o edital da licitação do TSE, a compra das urnas agora é necessária para substituir equipamentos adquiridos em 2009, hoje considerados obsoletos. Em 2022, os brasileiros escolherão governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e o presidente da República.