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"Quero ser um ministro na rua, quero estar com o povo", diz André Mendonça

Ministro do STF André Mendonça - Rosinei Coutinho/STF
Ministro do STF André Mendonça Imagem: Rosinei Coutinho/STF
Carolina Brígido

Escreve sobre Judiciário, especialmente o STF, desde 2001. Participou da cobertura do mensalão, da Lava-Jato e dos principais julgamentos dos últimos anos. Foi repórter e analista do jornal "O Globo" de 2001 a 2021. Foi colunista a revista "Época" de 2019 a 2021.

Colunista do UOL

09/02/2022 12h49

Empossado no STF (Supremo Tribunal Federal) em dezembro, André Mendonça já definiu seu estilo como ministro: quer ouvir diretamente os interessados nos processos antes de julgar. Para ele, não há problema em ter relação direta com políticos, desde que seja institucional. Mendonça frisa que a classe política é representante do povo - e, portanto, precisa ser ouvida pelo Judiciário.

"O perigo de ficar fechado no gabinete é o distanciamento da realidade. O risco de se tomar decisões descoladas da realidade é muito grande. Os políticos representam o povo. O relacionamento dos ministros do STF com eles, desde que seja republicano, é sadio. Quero ser um ministro na rua, quero estar com o povo. Como vou tomar decisões que impactam o povo diretamente sem estar lá?", ponderou em declaração à coluna.

Mendonça citou como exemplo o voto dele da semana passada a favor do plano de redução da letalidade policial.

No entanto, ele divergiu em pontos considerados mais duros sobre o uso da força pelo polícia no estado do Rio de Janeiro. Ele argumentou que a maior parte dos moradores de comunidades trabalha e quer ser protegida.

"O contato com a realidade é importante. Não apenas com políticos, mas com a academia, com trabalhadores, com empresários. Tenho recebido no gabinete todos que me procuram a respeito de processos", afirmou. Mendonça também contou que tem recebido advogados das causas em reuniões online.