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Chico Alves


Na despedida, Moro elogia autonomia da PF durante governo do PT

24.abril.2020 - Sergio Moro durante entrevista coletiva após exoneração de diretor da PF - Reprodução/TV Globo
24.abril.2020 - Sergio Moro durante entrevista coletiva após exoneração de diretor da PF Imagem: Reprodução/TV Globo
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

24/04/2020 11h56

Tido como maior adversário do PT desde que condenou o ex-presidente Lula e outros figurões do partido à prisão, o ex-juiz Sergio Moro começou seu pronunciamento de despedida do Ministério da Justiça e Segurança Pública elogiando a autonomia que a Polícia Federal teve para atuar durante o governo petista. "Seja de bom grado ou por pressão da sociedade", observou.

Moro, então, destacou que aceitou participar do governo Jair Bolsonaro depois que o presidente garantiu "carta branca" para que pudesse trabalhar.

Na sequência, passou a relacionar os percalços que teve para manter essa "carta branca" e a insistência do presidente para trocar o diretor-geral da Polícia Federal sem uma causa. "Isso não aconteceu durante a Lava Jato" , reiterou Moro.

O ex-juiz citou ainda a única tentativa de interferência na PF feita no governo de Michel Temer, quando o presidente de então nomeou Fernando Segovia para chefiar o órgão e teve que voltar atrás diante da reação da categoria.

Como diz o bordão dos jovens usuários das redes sociais, o mundo não dá voltas, ele capota: chegou o dia em que Sergio Moro reconheceu no governo do PT a transparência que não viu em Bolsonaro e Temer.

Chico Alves