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Chico Alves


Sergio Moro não entende nada de segurança pública, afirma governador do DF

Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

23/04/2020 16h42

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), concorda com a troca do diretor-geral da Polícia Federal pretendida pelo presidente Jair Bolsonaro. Na opinião de Rocha, a mudança ideal seria ainda mais profunda. "Não deveria trocar só o diretor, não. Deveria trocar o ministro", disse o governador à coluna, referindo-se a Sergio Moro, titular da pasta da Justiça e superior de Valeixo.

Para o chefe do Executivo do DF, o desempenho do ministro da Justiça e Segurança Pública é ruim. "O que ele fez até hoje de concreto?", questiona Rocha. Por causa da possibilidade de troca no comando da PF, Moro ameaçou pedir demissão do governo. "Se sair, já vai tarde", diz o governador.

Ibaneis Rocha disse o mesmo em entrevista recente ao "El País Brasil" sobre a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O emedebista tem prestígio cada vez maior no Palácio do Planalto. Esteve com o presidente Bolsonaro no início da semana e ontem participou da entrevista coletiva em que foram anunciadas as primeiras diretrizes do ministro Nelson Teich e o plano Pró-Brasil, de infraestrutura.

"Moro nunca fez sequer um encontro para falar com os governadores sobre Segurança Pública. Ele não entende nada do assunto", critica Rocha.

Em janeiro, em outra crise entre Bolsonaro e Moro, o presidente cogitou desmembrar a pasta do ex-juiz. Ele ficaria responsável somente pela área da Justiça. O nome cogitado para assumir o recriado Ministério da Segurança Pública foi o do secretário Anderson Torres, responsável pela pasta da Segurança Pública no governo do DF.

No entanto, caso a saída de Moro se concretize, o governador diz que não irá indicar nomes. "Assim posso manter minha independência no relacionamento com o governo federal", diz Rocha.

Chico Alves