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Chico Alves

Após sugerir isolamento contra covid-19, Ministério da Saúde volta atrás

Publicação no Twitter do Ministério da Saúde foi apagada - reprodução
Publicação no Twitter do Ministério da Saúde foi apagada Imagem: reprodução
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

18/11/2020 18h50

O Ministério da Saúde provou hoje mais uma vez que dá menos importância às diretrizes científicas do que às teses duvidosas apoiadas pelo presidente Jair Bolsonaro. A conta da pasta no Twitter publicou pela manhã um texto em que alertava para o fato de que não existe vacina ou medicamento para a combater a covid-19.

"A nossa maior ação contra o vírus é o isolamento social e a adesão das medidas de proteção individual", informava o tuíte.

Menos de 3h depois de publicado, a recomendação, que vai na contramão de todas as declarações de Bolsonaro sobre a doença, foi apagada.

Um novo texto surgiu no Twitter do Ministério da Saúde: "Diante da possibilidade do aumento do número de casos da Covid-19, até que se tenha uma vacina segura e testada, recomendamos o tratamento precoce. O médico deverá ser procurado ao sentir os primeiros sintomas".

Na sequência, o texto recomenda precaução a idosos, mas sugere que "pessoas que estão fora do grupo de risco e as crianças devem continuar suas atividades normais".

A orientação vai contra tudo o que a Organização Mundial de Saúde e outras instituições científicas indicam. O isolamento social e o uso de máscara são as formas reconhecidas internacionalmente de se precaver contra o coronavírus.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.