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Chico Alves

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Delegado da PF comenta busca e apreensão contra Salles citando um salmo

Alexandre Saraiva, chefe da PF do Amazonas - Reprodução/TV Globo
Alexandre Saraiva, chefe da PF do Amazonas Imagem: Reprodução/TV Globo
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

19/05/2021 08h11

Alexandre Saraiva, o delegado da Polícia Federal que acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro Ricardo Salles, foi ao Twitter na manhã de hoje para comentar o mandado de busca e apreensão que a Corte determinou contra o titular da pasta do Meio Ambiente.

"Salmo 96:12: 'Regojizem-se os campos e tudo o que neles há! Cantem de alegria todas as árvores da floresta!'", escreveu Saraiva, junto à matéria da Folha de S. Paulo.

No mês passado, o delegado - à época superintendente da Polícia Federal do Amazonas — apresentou ao STF notícia-crime contra Salles por tentar impedir o maior confisco de madeira ilegal da história do Brasil. Saraiva argumentou que o ministro atrapalha a fiscalização ambiental e patrocina interesses privados, juntamente com o senador Telmário Mota (Pros-RR).

A notícia-crime denuncia que a intenção dos dois é "causar obstáculos à investigação de crimes ambientais" e "buscar patrocínio de interesses privados e ilegítimos perante a Administração Pública". Salles é acusado de advocacia administrativa e impedir ou embaraçar investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

Poucos dias depois de acionar o Supremo contra o ministro e o senador, o delegado Alexandre Saraiva foi substituído da Superintendência da PF no Amazonas. O governo alegou que a substituição não foi represália, já que isso é comum acontecer quando assume um novo diretor-geral, como foi o caso de Paulo Maiurino.