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Chico Alves

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

PT pedirá ao TSE adiamento do prazo para formar federações partidárias

Deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT -
Deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

21/01/2022 04h00

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores e outras três legendas com quem negociam a formação de federação vão pedir ainda hoje ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o prazo para oficialização dessa parceria seja estendido. A data limite estabelecida é 1º de março, mas o PT, PSB, PCdoB e PV pretendem estender o tempo até junho, mês das convenções partidárias.

"Tivemos uma reunião com o PSB que foi boa, estabelecemos um calendário de reuniões para a construção da federação, mas o problema é o tempo", disse à coluna a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

A federação partidária é um tipo de associação de legendas previsto na nova Lei Eleitoral que é diferente da coligação. A federação deverá ser mantida mesmo depois das eleições, enquanto a coligação tinha somente fins eleitorais. Com a inovação, um grupo de partidos formam uma espécie de super legenda.

Gleisi diz que o prazo estabelecido pela lei não é o da política, mas o da burocracia. "Política não é imposição, é conversa e convencimento. Isso leva tempo", explica ela.

O PT sabe que PSOL e Rede devem formar uma federação à parte.

"Se isso acontecer realmente, vamos fazer coligação com esse dois partidos à frente, isso não nos prejudica. Seria melhor que estivéssemos juntos desde já, mas a gente compreende", afirma a deputada.

As negociações com o PSB, que na semana passada pareciam complicadas, tiveram ontem um novo impulso com a reunião dos dirigentes das duas legendas. "A federação não está morta", garante Gleisi.