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Constança Rezende


PF diz desconhecer 'dossiê da orgia' contra príncipe citado por Bebianno

Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

14/11/2019 19h18

A Polícia Federal (PF) disse que desconhece o suposto "dossiê da orgia" que teria sido preparado contra o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), chamado de "príncipe" por aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Em um vídeo disparado para a imprensa, na noite desta quarta-feira (13), o ex-secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, disse que Bolsonaro contou que obteve o suposto documento de um delegado da PF e de um coronel do exército. O ex-ministro, no entanto, não mencionou nomes.

As assessorias de imprensa da sede da PF em Brasília e da Superintendência do Rio responderam ao UOL que não têm informações sobre o suposto documento e nem que delegado seria o citado na conversa. Internamente, integrantes da instituição ficaram incomodados com o fato de a PF ter sido relacionada ao caso do "dossiê da orgia".

Bebianno disse que foi informado pelo presidente que o dossiê teria imagens de Luiz Philippe participando de festas gays e de gangues que agridem moradores de rua. Por isso, segundo o ex-aliado, Bolsonaro teria desistido de assumi-lo como candidato a vice-presidente. Luiz Philippe nega as informações de tal dossiê.

"Jair me disse ao telefone, eu acordei atordoado, não esperava aquela ligação, que naquele dossiê tinha fotos do Luiz Philippe participando de festas gays, bailes de máscara gays, além de um envolvimento com gangues de briga de rua que agrediam mendigos", afirmou.

Bebianno afirmou que a história era "tão esquisita, baixa e surreal", que acordou atordoado. Depois disso, Luiz Philippe acabou sendo preterido pelo general Hamilton Mourão. Bebianno ainda desafiou o presidente a passar por um "detector de mentiras" com ele.

Nesta terça-feira, durante uma reunião para anunciar que fundaria um novo partido, o presidente desabafou a parlamentares que estaria arrependido da escolha de Mourão e teria pedido desculpas ao príncipe.