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Jamil Chade


No exterior, Damares pede votos para campanha do Brasil pela Copa Feminina

Na ONU, ministra Damares Alves lança candidatura para órgão criticado por Bolsonaro - Jamil Chade/UOL
Na ONU, ministra Damares Alves lança candidatura para órgão criticado por Bolsonaro Imagem: Jamil Chade/UOL
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

24/02/2020 08h29

A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, usa seus encontros bilaterais na ONU nesta semana para pedir o apoio de governos estrangeiros para a candidatura do Brasil para trazer a Copa do Mundo Feminina ao país, em 2023.

Damares está em Genebra para um encontro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e terá reuniões com uma dezena de governos. Na pauta, entre outros temas, está o pleito do Brasil para o torneio.

Nesta segunda-feira, o tema já foi tratado com Japão e Paquistão. Tóquio é um dos candidatos e concorrentes. O mesmo assunto será parte de conversas com vários outros. Um dos argumentos do Brasil é de que já conta com uma infra-estrutura pronta para o evento.

Além do Brasil, o pleito inclui as candidaturas da Colômbia, Japão e do projeto comum entre Austrália-Nova Zelândia. O vencedor será anunciado em junho deste ano e a Fifa promete investir U$ 1 bilhão no futebol feminino até la.

O envolvimento do governo repete um padrão usado por administrações passadas de transformar a candidatura a um evento em um objetivo oficial. O governo Lula, por exemplo, usou suas relações diplomática para buscar apoio para a Copa de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016.

Na Fifa, quem vota são representantes de federações nacionais. Mas a politização das escolhas ficou evidente em diversos casos, como no Catar em 2022, Rússia em 2018 e tantos outros exemplos.

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