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Jamil Chade


Com coronavírus, diplomata brasileiro está na UTI

Palácio Itamaraty, em Brasília - Getty Images
Palácio Itamaraty, em Brasília Imagem: Getty Images
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

31/03/2020 13h05

Um diplomata brasileiro contaminado pelo coronavírus está em estado grave. A informação foi revelada à coluna por quatro fontes diferentes dentro do Itamaraty.

A chancelaria, porém, se recusou a fazer qualquer comentário. O silêncio, segundo o Itamaraty, teria sido solicitado pela família do diplomata, em serviço no exterior.

De acordo com fontes da chancelaria na Europa, o diplomata de mais de 60 anos está na UTI desde o fim de semana.

Há dois meses, ele passou por uma cirurgia, sem qualquer relação com a situação atual.

No Itamaraty, o chanceler Ernesto Araújo vem engrossando os partidários do presidente Jair Bolsonaro de se recusar a implementar medidas de distanciamento social.

O ministro, por exemplo, deixou claro que a OMS não deve ser um local que dite regras para os diferentes governos. Em recente entrevista ao SBT, ele indicou que "em qualquer ramo, um organismo internacional [que venha a] se sobrepor aos países, aos governos nacionais, que sabem o que eles precisam, não é a melhor prática".

"Respeitamos muito a OMS, mas talvez parte desse problema seja oriundo dessa percepção de que aquilo que a OMS diz tenha que ser uma regra mundial", afirmou.

"É claro que essas organizações têm prestígio, mas esse prestígio não deve levar [ao pensamento de] que se tenha essa obrigação de se ter políticas mundiais", completou.

Jamil Chade