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Jamil Chade


Brasil soma 16% das mortes e 11% dos novos contaminados no mundo em 24h

Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus - Foto:Michael Dantas/AFP
Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus Imagem: Foto:Michael Dantas/AFP
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

11/05/2020 16h11Atualizada em 12/05/2020 19h00

Novos dados publicados nesta segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que um a cada nove contaminados pela Covid-19 no mundo foi infectado no Brasil em 24 horas. No total, no período avaliado, o país registrou 10,6 mil novos casos. No mundo, foram 88,8 mil.

Os dados no informe estão defasados. A coleta da informação por parte da agência de saúde foi concluída às 5h da manhã deste dia 11 de maio.

Ainda assim, o número coloca o Brasil como o terceiro maior local de contaminação em 24 horas. Essa realidade já tem se confirmado ao longo de vários dias. No total, a OMS contabilizava até o final de sua edição mais de 155 mil casos no país.

A liderança é dos EUA, com 25 mil novos contaminados em 24 horas. O segundo lugar é da Rússia, com 11 mil. Juntos, os três países representam hoje metade de todos os novos casos diários.

Na relação entre mortes por milhão de habitantes, que compara o número de óbitos com o tamanho da população de um país, o Brasil aparecia nesta segunda-feira com a taxa de 52,3 casos por milhão. Os Estados Unidos têm 240,2 óbitos por milhão, e a Rússia, uma relação bem menor, de 13,1.

A Bélgica, com 11,4 milhões de habitantes, tem a taxa mais alta do mundo neste quesito. Foram hoje 746,8 mortes por milhão de habitantes, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle das Enfermidades (ECDC, na sigla em inglês).

Dados do centro de controle da União Europeia ainda indicam que, em 14 dias, o Brasil somou 100 mil novos casos, colocando o país na terceira colocação nesse período e confirmando a situação nacional como um dos epicentros atuais da pandemia.

Mortes

As mortes no Brasil também aparecem com destaque no informe diário da OMS. Pela contagem da agência, foram 730 casos registrados, 16% de todos os óbitos no mundo em 24 horas. No total, 4,5 mil pessoas morreram da doença nesse período. A liderança é ainda dos EUA, com 1,5 mil casos.

O Brasil somou o segundo maior número de casos de mortes nessas 24 horas. Ao terminar a contagem, a OMS atribuía ao Brasil 10,6 mil mortes desde o início da pandemia.

A taxa brasileira já se distanciou em muito em relação aos números da Espanha e Itália, com 164 e 143 casos de mortes em 24 horas, respectivamente.

No mundo, a OMS aponta para 4 milhões de casos e 278 mil mortes. As Américas contabilizam 1,7 milhão de casos, contra 1,73 milhão na Europa.

Jamil Chade