PUBLICIDADE
Topo

Jamil Chade

OMS: Brasil tem maior expansão de novos casos entre países mais atingidos

Enterro de vítima da covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus (AM), em 28 de outubro - Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo
Enterro de vítima da covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus (AM), em 28 de outubro Imagem: Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

20/01/2021 03h57

Resumo da notícia

  • Entre 10 e 17 de janeiro, expansão de novos casos no Brasil foi de 21%
  • No mundo, queda foi de 6%, puxada pelos europeus com redução de 15%

O Brasil registrou o maior aumento no número de novos casos entre os cinco países mais atingidos pela covid-19. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a expansão de novos infectados no Brasil na última semana foi de 21%. No mundo, houve uma queda de 6%, tendência registrada por conta das medidas de confinamento adotadas em diferentes países, principalmente da Europa.

No geral, a semana entre os dias 10 e 17 de janeiro registrou 4,7 milhões de novos casos no mundo. Se o número de infecção é menor que na semana anterior, as mortes atingiram um pico inédito de 93 mil óbitos em sete dias. Isso representa 9% de aumento em relação à semana anterior. Isso significa que, no mundo, existem 93 milhões de casos e mais de 2 milhões de mortes.

Na Europa, onde governos adotaram medidas de restrição de movimento até meados de fevereiro, a queda no número de novos casos é de 15%, ainda que as mortes continuem a aumentar.

De acordo com a OMS, o número de mortes hoje é resultado do cenário de contaminações há duas semanas. Para que haja uma queda no óbito, a tendência registrada nesta semana de redução de novas transmissões teria de ser mantida. A partir de fevereiro, portanto, a curva de mortes também sofreria então uma queda.

Quedas também foram registradas no Sudeste Asiático e mesmo nas Américas, com uma redução de 2% no número de novos casos.

O maior impacto na semana continua sendo registrado nos EUA, com 1,5 milhão de novos casos. Isso representa uma queda de 11% em comparação à semana anterior. O Brasil somou 379 mil casos, um aumento de 21%.

Uma vez mais, o Brasil é o país com o maior salto entre os locais mais atingidos pelo vírus. A situação levou o país a superar uma vez mais o Reino Unido, que conseguiu registrar uma queda de 19% em seus novos casos na semana, diante de um lockdown estabelecido pelo governo.

O aumento de mortes no Brasil foi ainda de 12% em comparação à semana anterior, com 6,7 mil novos óbitos. A taxa de expansão é similar ao que foi registrado nos EUA, que somam 23 mil novas mortes na semana.