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Jamil Chade

OMS recomenda que países continuem aplicando doses da AstraZeneca

Paciente de 90 anos recebe vacina da Oxford-AstraZeneca no Brasil - Bruno Kelly/Reuters
Paciente de 90 anos recebe vacina da Oxford-AstraZeneca no Brasil Imagem: Bruno Kelly/Reuters
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

12/03/2021 07h52

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não vê motivos para que países suspendam campanhas de imunização com a vacina da AstraZeneca. Mas está avaliando a situação, depois que diversos países europeus optaram por suspender a distribuição de doses por conta de suspeitas de coágulos de sangue que teriam surgido em pessoas imunizadas.

A entidade, nesta sexta-feira, insistiu que até hoje não recebeu nenhum registro de mortes relacionadas com nenhuma das vacinas aprovadas pela OMS. A organização ainda deixou claro que não há uma recomendação para que a vacinação seja suspensa. A vacina da AstraZeneca foi a principal aposta do governo brasileiro em sua campanha de imunização contra a covid-19.

Nos últimos dias Dinamarca, Noruega e Itália anunciaram a suspensão do uso da vacina de Oxford/AstraZeneca, o que acabou gerando também reações similares por parte de outros cinco países da UE.

Segundo o governo dinamarquês, primeiro a tomar a decisão, a medida é preventiva para que se avalia a relação com a formação de coágulos sanguíneos nos vacinados. A suspensão vai durar duas semanas.

Ainda na quinta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos Europa indicou que a vacina pode continuar a ser administrada, enquanto governos fazem suas investigações sobre casos encontrados de efeitos colaterais. De acordo com a agência, cerca de 30 casos foram identificados, entre 5 milhões de pessoas que receberam as doses. "Os benefícios continuam a ser maiores que os riscos", afirmou a agência reguladora.

Nesta sexta-feira, Margaret Harris, porta-voz da OMS, insistiu que os países que suspenderam a vacina tomaram a decisão por "questões de precaução" e que não há ainda uma prova de que os coágulos estejam relacionados com a vacina. "Trata-se de uma excelente vacina. É importante continuar a usar. Mas todos os sinais de segurança devem ser investigados", disse.

"Não há indicação para não usa-la. Não estamos recomendando que seja suspenso", insistiu Harris. Segundo ela, o conselho técnico da OMS já recebeu os dados dos países afetados e irá tomar uma decisão nos próximos dias.