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Jamil Chade

Biden deixa Brasil de fora e convida Argentina para reunião sobre Clima

27.ago.2021 - O presidente dos EUA, Joe Biden, durante encontro com o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett - Pool/Getty Images via AFP
27.ago.2021 - O presidente dos EUA, Joe Biden, durante encontro com o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett Imagem: Pool/Getty Images via AFP
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

e Carla Araújo, colunistas do UOL

17/09/2021 13h17Atualizada em 04/10/2021 19h25

Resumo da notícia

  • Bolsonaro tinha participado de evento semelhante em abril, convocado por Biden. Mas, quando fez seu discurso, o americano sequer estava na sala
  • Biden optou por realizar a reunião com os membros do Major Economies Forum, que inclui Argentina e México
  • A Casa Branca se aliou aos europeus para anunciar um corte nas emissões de metano

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou de fora de uma cúpula convocada nesta sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para lidar com mudanças climáticas e preparar a reunião da ONU sobre o tema, em outubro em Glasgow.

Argentina, Bangladesh, Indonésia, Coreia do Sul, México, Grã-Bretanha e União Europeia participaram do encontro, assim como o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres. Além de Bolsonaro, ficaram de fora líderes da China e Rússia. Na agenda do presidente brasileiro nesta sexta-feira, de fato, não há qualquer previsão de eventos internacionais.

Durante o evento, Biden pediu aos líderes mundiais que se unam aos compromissos dos Estados Unidos e da União Europeia para reduzir as emissões de metano.

Em abril, o presidente americano havia convocado também líderes de todo o mundo para tratar do tema, e Bolsonaro foi um dos chamados. No momento em que o brasileiro tomou a palavra, entre os últimos da lista do evento, Biden nem sequer estava na sala para ouvi-lo.

Agora, a opção da Casa Branca foi por reduzir o número de parceiros e chamar apenas o grupo Major Economies Forum.

Um dia antes, a ONU alertou que nem a covid-19 havia reduzido o impacto da sociedade nas mudanças climáticas e que o mundo estava perdendo a luta para cortar as emissões de gases para limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.

Durante o encontro, Biden pediu que as demais nações aderissem ao pacto dos Estados Unidos e da União Europeia para reduzir as emissões globais de metano em pelo menos 30% até 2030. "Acreditamos que o objetivo coletivo é ambicioso, mas realista, e pedimos que se juntem a nós para anunciar este compromisso na COP26", disse Biden.

Durante o encontro, Biden ainda explicou que seu enviado especial John Kerry estava atuando nos bastidores para garantir que, em Glasgow, as economias emergentes também se comprometam com metas ambiciosas.