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Jamil Chade

Sem Brasil, pacto firma meta para fim da era de carros a gasolina em 2040

Ziviani/Getty Images/iStockphoto
Imagem: Ziviani/Getty Images/iStockphoto
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

10/11/2021 08h16

Sem a participação do Brasil, 24 países e algumas das maiores fabricantes de automóveis do mundo anunciam um compromisso para colocar fim à era dos veículos movidos a combustíveis fósseis até 2040.

O pacto foi anunciado nesta quarta-feira, em Glasgow, como parte da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. O acordo inclui Chile, Canadá, Nova Zelândia, Holanda, Irlanda e Reino Unido. A iniciativa ainda envolve gigantes do setor, como Ford, Mercedes, Volvo e Mercedes-Benz. O pacto também foi assinado por grandes cidades do mundo, como Nova Iorque, Los Angeles, Londres ou Barcelona. Mas nenhuma metrópole brasileira aderiu.

Na América do Sul, o Uruguai e o Paraguai também indicaram que tem interesse, enquanto a cidade de Buenos Aires foi uma das signatárias.

Um segundo grupo de países também se aliou à iniciativa, ainda que sem estabelecer a mesma meta. Índia e Quênia estão entre os governos que irão "trabalhar intensamente para uma proliferação acelerada" de veículos com emissões zero.

Mas o Brasil não é o único grande ator no parque automotivo ausente. EUA, a China e a Alemanha ficaram de fora, assim como a Volkswagen e a Toyota. Mesmo assim, os negociadores se apressaram em anunciar o pacto como "histórico".