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Josmar Jozino

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Reportagem

Operação contra o PCC e máfia dos Balcãs prende 40 pessoas em 8 países

Quarenta pessoas foram presas no Brasil, Croácia, Alemanha, Sérvia Espanha e Turquia durante operação, realizada na quarta-feira (12), envolvendo policiais de oito países contra uma rede internacional de narcotraficantes responsável por remessas de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa.

Os policiais apreenderam oito toneladas de cocaína na Espanha, Bélgica e nos Países Baixos, 109 mil euros (cerca de R$ 625 mil) em dinheiro e também confiscaram bens nos valores de US$ 3 milhões (R$ 16 milhões) no Brasil; 12,5 milhões de euros (R$ 71,7 milhões) em diferentes países da Europa e 50 milhões de euros (R$ 286 milhões) na Sérvia.

Policiais apreenderam cocaína e dinheiro em vários países
Policiais apreenderam cocaína e dinheiro em vários países Imagem: Guarda Civil Espanhola

O número de presos no Brasil, a nacionalidade e a identidade deles e os locais das detenções não foram divulgados. Mas agentes disseram na condição de anonimato que eles têm ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e agiam com narcotraficantes da máfia dos Balcãs na parte logística e na lavagem de dinheiro.

A operação foi coordenada pela Europol e contou com as participações de policiais da Espanha, Bélgica, Brasil, Croácia, Alemanha, Itália, Sérvia e Turquia. A cocaína era enviada da América do Sul para a Europa através da África Ocidental e Ilhas Canárias.

Segundo a Guarda Civil Espanhola, a rede internacional comandava o tráfico da Colômbia, Brasil e Equador e enviava toneladas da droga para a União Europeia. Os criminosos utilizavam centros de logísticas na Bélgica, Croácia, Alemanha, Itália e Espanha para distribuir a cocaína.

Meia tonelada de cocaína do Brasil

Quarenta pessoas foram presas no Brasil, Croácia, Alemanha, Sérvia Espanha e Turquia durante operação
Quarenta pessoas foram presas no Brasil, Croácia, Alemanha, Sérvia Espanha e Turquia durante operação Imagem: Guarda Civil Espanhola

Os líderes ficaram baseados por um período na Turquia e nos Emirados Árabes. As investigações tiveram início em 2020, quando a Guarda Civil Espanhola apreendeu um veleiro de bandeira croata com destino às Ilhas Canárias transportando uma tonelada de cocaína.

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Em agosto do ano passado, a polícia espanhola interceptou um navio com 700 kg de cocaína perto das Ilhas Canárias. O serviço de inteligência apurou que a mesma tripulação utilizou o barco em uma viagem semelhante levando 500 kg de cocaína do Brasil com destino à Espanha.

Segundo a Polícia Federal, o PCC é o maior exportador de cocaína do Brasil para a Europa. A maior facção criminosa do país utiliza principalmente os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Suape (PE) e Salvador (BA) para enviar toneladas da droga para os países do Velho Continente.

Além de ter como aliados os sérvios integrantes da máfia dos Balcãs, os narcotraficantes do PCC também atuam com mafiosos italianos da Ndrangheta, da região da Calábria. Dois deles, Nicola Assisi e o filho Patrick Assisi, foram presos pela PF na Praia Grande (SP) em julho de 2019.

Ambos moravam em uma luxuosa cobertura e eram procurados pela Interpol (Polícia Internacional) desde 2014. Dias depois da captura, os mafiosos italianos foram transferidos para a Penitenciária Federal de Brasília, onde está recolhida a cúpula do PCC.

A operação foi coordenada pela Europol e contou com as participações de policiais da Espanha, Bélgica, Brasil, Croácia, Alemanha, Itália, Sérvia e Turquia
A operação foi coordenada pela Europol e contou com as participações de policiais da Espanha, Bélgica, Brasil, Croácia, Alemanha, Itália, Sérvia e Turquia Imagem: Guarda Civil Espanhola

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