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Juliana Dal Piva

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Fabrício Queiroz celebra um culto de "ação de graças" por término da prisão

Fabrício Queiroz e Márcia Aguiar celebram um culto de "ação de graças" pela "grande vitória do casal" - Reprodução
Fabrício Queiroz e Márcia Aguiar celebram um culto de "ação de graças" pela "grande vitória do casal" Imagem: Reprodução
Juliana Dal Piva

Juliana Dal Piva é formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e possui mestrado pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas. Trabalhou nos jornais O Dia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Época. Obteve oito premiações de jornalismo. Entre elas, o Prêmio Líbero Badaró de jornalismo impresso em 2014 e também foi menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Em 2019, recebeu ainda o Prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo trabalho "Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares".

Colunista do UOL

09/04/2021 07h09

O policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, celebrou junto com a mulher Márcia Aguiar uma "grande vitória do casal" em um culto de "ação de graças" na noite de quinta-feira (8) na igreja Nova Vida de Curicica, zona oeste do Rio. O próprio Queiroz compartilhou imagens chamando para o evento em suas redes sociais.

Queiroz e Márcia conseguiram, em março, o fim da prisão que tinha sido decretada no ano passado pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Queiroz foi preso em Atibaia, na casa de Frederick Wassef, um dos advogados do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em junho do ano passado. Márcia chegou a ficar foragida por mais de um mês após a prisão ser decretada.

O ex-assessor de Flávio foi apontado pelo MP (Ministério Público do Rio de Janeiro) como operador de um esquema de devolução de salário que existia no gabinete do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

Após a prisão, a defesa de Queiroz, feita pelo advogado Paulo Emílio Catta Preta, conseguiu um habeas corpus do ministros João Octávio de Noronha, do STJ, que permitiu a ele e Márcia cumprir prisão domiciliar. A situação mudou em março quando também o STJ decidiu revogar a prisão domiciliar.

Os dois agora respondem a denúncia apresentada pelo MP ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio em liberdade. O STJ também decidiu anular as quebras de sigilo que tinham sido autorizadas em primeira instância para a investigação do caso. O MP recorreu e aguarda decisão do (STF) Supremo Tribunal Federal. As principais provas contra Queiroz e Flávio eram os dados financeiros obtidos pela quebra de sigilo.