Juliana Dal Piva

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Reportagem

Ex-lobista da Odebrecht foi condenado no Brasil por tráfico para Colômbia

O engenheiro Eduardo Zambrano, que ajudou a Odebrecht a levar recursos ilegais para a Colômbia, foi condenado por tráfico de drogas no Brasil em 1997. Ele mantinha negócios com cartéis de drogas no Panamá e na Colômbia, entre eles, o cartel de Medellín, que se tornaria conhecido ao longo dos anos 1980 devido ao narcotraficante Pablo Escobar.

É o que revela investigação internacional do programa de TV colombiano Noticias Caracol, o Clip (Centro Latino-Americano de Jornalismo Investigativo) e o OCCRP (Projeto de Reportagem sobre Crime Organizado e Corrupção, na tradução do inglês), que descobriu algo até então não identificado na trama judicial da Odebrecht na Colômbia: o tráfico de drogas.

A investigação jornalística também mostra operações ligadas a propriedades que envolviam subornos e traficantes em uma mesma máquina de lavagem de dinheiro. A Procuradoria-Geral da Colômbia acumulou provas que apontam para a cumplicidade de intermediários no caso Odebrecht com traficantes de drogas e paramilitares. No entanto, até agora não sabia da condenação criminal de Zambrano no Brasil.

O trabalho colaborativo —que integra o projeto #Narco Files: The New Criminal Order— começou com um vazamento de emails da Procuradoria-Geral da Colômbia. As mensagens foram compartilhadas com mais de 40 veículos de comunicação em todo o mundo que examinaram durante meses o material juntamente com centenas de documentos judiciais, estatais e privados, e bancos de dados privados e públicos, além de realizar várias entrevistas com protagonistas, fontes confidenciais, especialistas e pesquisadores.

Procurado, Zambrano não retornou os contatos.

A Novonor (novo nome da Odebrecht) informou, por meio de nota, que "não comenta o conteúdo das informações fornecidas confidencialmente no âmbito dos procedimentos realizados pelas autoridades públicas na Colômbia". (mais detalhes adiante)

Propinas, laboratório de cocaína e condenação no Brasil

No caso Odebrecht, Zambrano foi condenado em abril de 2021 na Colômbia a seis anos de prisão por enriquecimento ilícito. Ele intermediou pagamentos ilegais para a empreiteira em diversas ocasiões por meio de empresas (leia mais a seguir).

Como resultado de suas confissões, o engenheiro recebeu imunidade penal pelos crimes de lavagem de dinheiro e conspiração para cometer um crime. Ele foi solto no final do ano passado.

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Ilustração de Eduardo Zambrano, que atuou como lobista da Odebrecht na Colômbia
Ilustração de Eduardo Zambrano, que atuou como lobista da Odebrecht na Colômbia Imagem: Ilustração/Miguel Méndez

O fato de Zambrano ter sido um foragido da Justiça em duas ocasiões anteriores não parece ter tido qualquer influência na decisão de lhe conceder imunidade. E não se tratavam de delitos menores.

Em 1982, as autoridades bancárias verificaram uma fraude contra poupadores do Banco del Estado, na qual Zambrano, então vice-presidente do banco, desempenhou um papel de liderança. Em seguida, ele fugiu do país.

No Brasil, ele tentou, sem sucesso, conseguir um emprego e fez contato em Medellín com empresários, para os quais começou a administrar investimentos, de acordo com seu próprio relato. Em fevereiro de 1983, comprou um apartamento no Rio de Janeiro no qual pagava contas telefônicas na casa dos milhões devido a ligações internacionais. Logo obteve residência no Brasil.

Em 1984, autoridades panamenhas, sob pressão da DEA (Agência Antidrogas dos EUA) após o assassinato do ministro da Justiça da Colômbia, Rodrigo Lara Bonilla, desmantelaram a construção incipiente de um laboratório de produção de cocaína em Darien (fronteira entre Panamá e Colômbia) e apreenderam dezenas de tanques de éter.

A investigação os levou a Zambrano, que testemunhou à polícia panamenha como informante sob o nome de José Caicedo (seu nome do meio e sobrenome).

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Lá, ele contou como fez um pagamento de US$ 200 mil para a campanha presidencial do panamenho Nicolas Ardito Barletta em nome dos cartéis da máfia colombiana. A contribuição tinha o objetivo de obter a aprovação —ou vista grossa— por parte do governo panamenho para a instalação de um laboratório de produção de cocaína nas selvas de Darien, na fronteira com a Colômbia.

O engenheiro colombiano disse que ele mesmo esteve em várias reuniões, em nome dos narcotraficantes colombianos, com coronéis do então chefe das forças de defesa panamenhas, o general Manuel Antonio Noriega, para finalmente concordar que o suborno a essas forças seria de US$ 4 milhões, mais outros US$ 200 por quilo de cocaína produzida.

Eles esperavam produzir 5.000 kg por mês. Isso lhes permitiria montar o laboratório e importar acetona e éter (precursores químicos para o processamento da coca) sem problemas. Entretanto, devido à pressão dos EUA, o acordo não foi cumprido.

A polícia panamenha encontrou documentos em posse de Zambrano que refletem a movimentação financeira do grupo de tráfico internacional de drogas no valor de quase US$ 11 milhões na época (cerca de US$ 32 milhões atuais). Várias faturas tinham como beneficiário Vicente Wilson Rivera González, que mais tarde foi identificado como um dos representantes do cartel de Medellín no Brasil.

Zambrano foi expulso do Panamá, mas a polícia brasileira, que também havia lançado uma ofensiva contra as organizações de tráfico de drogas que buscavam instalar seus laboratórios na Amazônia brasileira, seguindo o rastro de Vicente Rivera, descobriu que Rivera estava usando o apartamento do Rio em nome de Zambrano.

Em abril de 1987, o Ministério Público Federal brasileiro acusou Rivera, Zambrano e outros de terem se associado entre 1984 e 1985 para "implementar e comandar um empreendimento criminoso relacionado ao tráfico internacional de cloridrato de cocaína, por meio da aquisição de produtos químicos de éter e acetona, com vistas à produção em larga escala, refinamento e distribuição da droga para vários países".

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O apartamento também lhe foi retirado por ser considerado produto de dinheiro ilícito.

O juiz federal Helio de Matos o condenou dez anos depois, em 1997. Zambrano foi sentenciado a quatro anos de prisão, mas, como foi condenado dez anos depois do início do processo, por lei, a pena foi extinta. Durante o processo, a Polícia Federal registrou mais de uma vez que ele estava "foragido ou em local incerto".

Um volumoso arquivo do Judiciário brasileiro, com mais de 800 páginas, consultado pela reportagem, revelou esses capítulos até então desconhecidos no Panamá e no Brasil sobre a longa história criminal de Zambrano.

Ele retornou à Colômbia e se reinventou como sócio da Consultores Unidos, a empresa que mais tarde se envolveu em pagamentos ilegais para a Odebrecht.

R$ 56 milhões em propina na Colômbia

A Odebrecht replicou na Colômbia o mesmo modus operandi usado no Brasil para ganhar contratos de construção e obter vantagem em negócios futuros —entre 2008 a 2015, a multinacional pagou cerca de US$ 56 milhões em propinas a políticos e funcionários públicos naquele país.

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Neste ano, a Procuradoria-Geral da República colombiana indiciou cerca de cem pessoas. Apesar dos avanços, o Judiciário da Colômbia ainda não conseguiu identificar todos os destinatários dos subornos multimilionários e desvendar completamente as rotas sinuosas do dinheiro ilegal.

O sofisticado sistema de fundos ilegais do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht movimentava o dinheiro de suas contas bancárias em Antígua, Andorra e Portugal, entre outros países, para empresas offshore de intermediários. Os intermediários, por sua vez, ajudavam a "baixar" o dinheiro para os países e distribuí-lo a quem era subornado.

Os executivos da Odebrecht encarregados de coordenar os pagamentos ilegais geralmente escolhiam intermediários de perfil discreto, disse à reportagem uma autoridade brasileira próxima à investigação.

Segundo revelaram lobistas confessos a autoridades da Colômbia, os executivos da Odebrecht costumavam impor condições para processar os pagamentos.

Lobista contratado pela construtora, Federico Gaviria disse à Procuradoria-Geral colombiana que, com a chegada em 2013 do novo diretor-superintendente, Eleuberto Martorelli, a Odebrecht pediu que os lobistas propusessem "empresas sérias, ou empresas com histórico" porque elas seriam aprovadas no Brasil para fazer os pagamentos ilegais.

Ilustração de Federico Gaviria, lobista contratado pela Odebrecht na Colômbia
Ilustração de Federico Gaviria, lobista contratado pela Odebrecht na Colômbia Imagem: Ilustração/Miguel Méndez
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Enquanto exigiam isso, os diretores não viam problema em pagar milhões por intermediação e trabalho de lobby a lobistas, como Gaviria e o ex-senador colombiano Otto Bula, apesar de suas conexões obscuras. José Byron Piedrahita, um traficante de drogas que conseguiu se passar por pecuarista por duas décadas, fez um acordo com a Procuradoria-Geral da República colombiana e confessou que manteve relações comerciais com ambos.

Em 2011, Bula teve seu primeiro contato com Luiz Bueno, então diretor da Odebrecht para a Colômbia, por meio de Federico Gaviria, engenheiro civil que trabalhou com a multinacional até 2017, quando a Justiça colombiana iniciou a investigação sobre propinas que a empresa havia pago no país.

Gaviria provou ser um conselheiro e lobista eficaz devido a seus contatos comerciais e políticos para três diretores da Odebrecht na Colômbia: Marcelo Jardim, Luiz Bueno e Eleuberto Martorelli. Gaviria também pagou subornos para ganhar um contrato de 67 bilhões de pesos com a Secretaria de Saúde do Distrito de Bogotá, como ele mesmo admitiu.

Fazenda de herdeiros de braço-direito de Escobar

Depois de conseguir a aprovação de normas que garantiram a "estabilidade jurídico-fiscal" da Odebrecht em fevereiro de 2013, Bula e Gaviria já sabiam que suas propinas estavam prestes a chegar, de acordo com o que o próprio Gaviria disse à procuradoria colombiana.

Ele assegurou que Bula então propôs a seu sócio fazer um negócio de gado juntos: comprar La Cubana, uma antiga fazenda em Cáceres (Antioquia) de 1.200 hectares.

Três fontes independentes consultadas pela reportagem afirmam que a fazenda pertenceu ao narcotraficante Francisco Cifuentes Villa, mais conhecido como Pacho Cifuentes —braço direito de Pablo Escobar, ele foi assassinado em 2007. Cifuentes considerava a fazenda um de seus tesouros e, após sua morte, a propriedade foi deixada para seus herdeiros.

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La Cubana voltou a ser o centro das atenções quando, após ser condenado no caso Odebrecht, Gaviria entregou um lote dessa propriedade ao Judiciário como parte da compensação financeira exigida pela Justiça. O Grupo de Promotoria de Propriedades não tem nenhuma investigação sobre se essa propriedade tem vínculos com grupos organizados ilegais, segundo informou a Procuradoria-Geral da República.

O acordo que Gaviria e Bula fizeram —segundo a versão do primeiro lobista— foi que o ex-senador contribuiria com a fazenda e o engenheiro, com seu sócio e cunhado Mauricio Londoño, se encarregaria de preparar a propriedade para uso pecuário e administraria o negócio. Para isso, criaram a empresa El Dorado Cáceres SAS, que concluiu a compra em julho de 2014 da Agropecuaria LSA SAS, então proprietária da fazenda.

Bula decidiu, contudo, não participar do negócio, segundo ele mesmo relatou à procuradoria.

Houve dois intermediários --de acordo com Gaviria-- para formalizar a aquisição da fazenda: um homem chamado Felipe Gómez e Juan Fernando Ramón Zapata, irmão do traficante de drogas extraditado Carlos Ramón Zapata, conhecido como El Médico. Juan Fernando foi casado com Sara Carolina Cifuentes Gómez, uma das filhas do chefão do tráfico Pacho Cifuentes.

Fontes consultadas confirmaram que o irmão de El Médico participou dessa operação imobiliária em nome dos herdeiros do chefão Cifuentes. De acordo com registros do Judiciário, Juan Fernando pediu o divórcio de Sara Carolina em 2022.

"Foi acordado como pagamento dos 'intermediários imobiliários' a soma de 5 bilhões de pesos [US$ 2,1 milhões, em valores da época]", disse Gaviria, que explicou que os desembolsos pelo valor da propriedade foram feitos entre 2014 e 2016.

O lobista aceitou que o dinheiro para a propriedade, proveniente de suas propinas da Odebrecht, fosse pago por meio de várias empresas ligadas a lobistas da empreiteira, incluindo a Profesionales de Bolsa, Coast Helicopter, Helicontinente, Grupo Mundial de Ingenieros e Consultores Unidos. Procurada, a Profesionales Unidos não retornou os contatos.

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Na sentença judicial contra Gaviria, a maioria dos destinatários desse dinheiro não é totalmente identificada, mas a reportagem conseguiu confirmar que ao menos dois pagamentos, totalizando 216 milhões de pesos, foram feitos diretamente a Ángela María Gómez de Cifuentes, ex-esposa do traficante assassinado. Esses pagamentos foram feitos por meio do Grupo Mundial de Ingenieros e da empresa Aldepósitos.

A operação da qual a Aldepósitos fazia parte para movimentar os fundos da Odebrecht foi orquestrada por Eduardo Zambrano Caicedo —anos antes condenado por tráfico no Brasil. O engenheiro assinou um contrato fictício com a Aldepósitos para levar o dinheiro para a Colômbia.

Essa não foi a única operação que ele ordenou. Zambrano confessou ter movimentado 12,509 bilhões de pesos (equivalentes a cerca de US$ 5,1 milhões pela taxa de câmbio da época) por meio da empresa Consultores Unidos.

Zambrano desempenhou papel decisivo como intermediário na canalização do pagamento de 650 milhões de pesos (US$ 230 mil em valores de época) a Roberto Prieto, gerente das campanhas presidenciais de Juan Manuel Santos em 2010 e 2014.

De acordo com a sentença judicial de Prieto, ele foi recompensado dessa forma por ter administrado um contrato para Zambrano, representante da Consultores Unidos, dentro das obras da Ruta del Sol 3, a cargo de outra concessionária chamada Yuma, cujo principal sócio era a empresa italiana Impregilo. O dinheiro, segundo a sentença, foi repassado sob o pretexto de "tapar os buracos financeiros" da campanha de reeleição presidencial.

Zambrano também foi uma peça-chave no caso contra o ex-diretor da empreiteira Invías Daniel García Arizabaleta, a quem acusou de receber pagamentos da Odebrecht disfarçados de contratos.

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"O que eu sei é que a Odebrecht, por meio da Consultores Unidos, minha empresa, pagou dinheiro durante 2012 e 2013 (...) a Daniel García Arizabaleta", relatou Zambrano à Procuradoria-Geral da República. Em apoio à sua versão, ele entregou 13 cheques descontados por García Arizabaleta, totalizando cerca de 280 milhões de pesos (US$ 150 mil, em valores de época).

García Arizabaleta está hoje negociando com a Justiça para receber imunidade criminal em troca de seu testemunho contra o candidato presidencial que enfrentou Santos no segundo turno em 2014. García disse que a Odebrecht havia pago o publicitário Duda Mendonça (já morto) para assessorar a campanha de Oscar Iván Zuluaga.

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. Imagem: Ilustração/Miguel Méndez

Lobistas da Odebrecht x Tráfico de drogas

Apesar de ter acumulado provas que apontam para a cumplicidade de intermediários no caso Odebrecht com traficantes de drogas e paramilitares, a Procuradoria-Geral da República colombiana ofereceu penas reduzidas por colaboração a vários deles, embora não pareçam ter confessado a parte mais obscura de suas operações ilegais.

Em menos de sete anos, quase todos eles conseguiram recuperar a liberdade e outros nem sequer foram processados.

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As decisões dos juízes no caso Odebrecht também não se aprofundam nessas conexões de lobistas e intermediários com o crime organizado.

Por que a multinacional, que queria preservar sua imagem, optou por trabalhar com esses personagens?

Essa equipe jornalística enviou perguntas à Novonor (novo nome adotado pela Odebrecht) com essas e outras questões sobre as operações das fazendas e a empresa respondeu que "não comenta o conteúdo das informações fornecidas confidencialmente no âmbito dos procedimentos realizados pelas autoridades públicas na Colômbia".

Reiterou também "que vem colaborando desde 2016 com autoridades em diversas jurisdições e, de acordo com os protocolos do mecanismo de cooperação judicial, a empresa e os indivíduos colaboradores contribuíram e podem continuar contribuindo com evidências materiais na jurisdição colombiana, como tem sido feito em outros países, ajudando a esclarecer questões de interesse investigativo".

Nos últimos anos, a empresa realizou uma profunda reestruturação de seu programa de governança corporativa e integridade, aplicando padrões de conformidade reconhecidos e eficazes em seus processos internos e externos. Monitores independentes aprovados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e pelo Ministério Público Federal do Brasil certificaram o Programa de Integridade da Odebrecht e, em outubro de 2022, em seu Relatório Anual sobre o Sistema de Sanções, o Banco Mundial destacou a empresa "como líder entre as organizações focadas em conformidade".

É interessante notar que alguns desses intermediários tinham acesso a políticos de peso nacional. Bula, por exemplo, foi eleito para o Senado em uma chapa com seu parceiro Mario Uribe, ex-presidente do Congresso. Este último havia sido um grande aliado político de seu primo Álvaro Uribe Vélez em seu primeiro mandato como presidente da Colômbia, justamente quando a Odebrecht retornou ao país para buscar contratos após uma longa ausência.

Mario Uribe foi condenado como cúmplice do paramilitarismo que assolou o país entre o final da década de 1990 e o início do novo século, deixando milhões de vítimas de massacres, desapropriações e outros crimes.

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Uma fonte ligada à empresa —que está acompanhando o caso na Colômbia e pediu para não ser identificada— indicou que nunca houve qualquer intenção de abordar pessoas ou organizações para vincular a empresa além do escopo dos projetos de infraestrutura que ela estava realizando no país. Ele garantiu que seu foco sempre foi a infraestrutura e que, se havia pessoas trabalhando externamente para a empresa e também em outras atividades, com outros grupos e propósitos, isso não era deliberado ou intencional e provavelmente não era do conhecimento dos membros da empresa.

Reportagem

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