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Juliana Dal Piva

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Em campanha, segunda mulher de Bolsonaro testa positivo para covid

Ana Cristina do Valle, em foto publicada no próprio Instagram - Reprodução/Instagram
Ana Cristina do Valle, em foto publicada no próprio Instagram Imagem: Reprodução/Instagram
Juliana Dal Piva

Juliana Dal Piva é formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e possui mestrado pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas. Trabalhou nos jornais O Dia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Época. Obteve oito premiações de jornalismo. Entre elas, o Prêmio Líbero Badaró de jornalismo impresso em 2014 e também foi menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Em 2019, recebeu ainda o Prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo trabalho "Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares".

Colunista do UOL

21/06/2022 08h24

A advogada Ana Cristina Valle, segunda mulher do presidente Jair Bolsonaro, testou positivo para a covid nos últimos dias. Ela está em pré-campanha para uma vaga a deputada distrital no DF (Distrito Federal) pelo PP (Progressistas).

Atualmente, ela mora em Brasília, para onde transferiu seu domicílio eleitoral. Ela é assessora da deputada federal Celina Leão (PP-DF) e as duas devem fazer uma dobradinha na campanha. Cristina como distrital e Celina na reeleição à Câmara dos Deputados. A deputada contou que ela se recupera bem da doença e outras pessoas do gabinete também contraíram covid nos últimos dias.

A coluna apurou, porém, que ela não fez a dose de reforço da vacina. Tomou apenas duas doses do imunizante contra a covid.

Cristina, como é mais conhecida, é investigada junto com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), por prática de rachadinha e nomeação de funcionários fantasmas no tempo em que foi chefe de gabinete do ex-enteado (2001 a 2008). No ano passado, o MP do Rio quebrou o sigilo bancário dela, de Carlos e outros investigados no caso. Não é a primeira tentativa de Cristina na política. Em 2018, ela foi candidata a deputada federal pelo Podemos. Fez 4.555 votos e não conseguiu uma cadeira.

Cristina disse à coluna no ano passado que pretendia voltar à política depois de décadas atuando como assessora parlamentar. No fim de janeiro de 2021, ela contou sobre a mudança para a capital federal. "O filho pede help e a mãe atende", justificou, por telefone. "Vou advogar. Não vou montar um escritório, mas o que aparecer eu vou pegar. E vou ajudar no camarote 311, o negócio que ele abriu. Vou administrar, empresariar, o que for necessário. Sou pau para toda obra", contou ela, em tom de anúncio.