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Kennedy Alencar

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Bolsonaro oferece mais risco à democracia que Trump, diz Randolfe Rodrigues

07.jun.2021 - Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) é vice-presidente da CPI da Covid  - PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
07.jun.2021 - Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) é vice-presidente da CPI da Covid Imagem: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Kennedy Alencar

O jornalista Kennedy Alencar é correspondente e comentarista da rádio CBN em Washington. Começou sua carreira em 1990 na ?Folha de S.Paulo?, onde foi redator, repórter, editor da coluna ?Painel? e enviado especial às guerras do Kosovo e Afeganistão. É autor do livro ?Kosovo, a Guerra dos Covardes? (editora DBA). Na RedeTV!, apresentou durante cinco anos o programa de entrevistas ?É Notícia? e mediou os debates presidenciais de 2010 e municipais de 2012. Estreou como comentarista da rádio CBN em 2011. Criou o "Blog do Kennedy" em 2013. Trabalhou no SBT entre 2014 e 2017. É produtor-executivo e roteirista do documentário ?What Happened to Brazil?, realizado para a BBC World News. Com uma versão em português intitulada ?Brasil em Transe?, o documentário retrata a crise que começa nas manifestações de junho de 2013, passa pelo impacto da Lava Jato e do impeachment de Dilma na política e na economia e resulta na eleição de Bolsonaro.

Colunista do UOL

21/07/2021 14h16

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) diz que o presidente Jair Bolsonaro oferece risco mais à democracia brasileira do que o antigo colega Donald Trump ofereceu à dos Estados Unidos.

"Na eleição de 2020 nos Estados Unidos, uma pergunta importante era se a democracia bicentenária resistiria a um segundo mandato do Trump. No Brasil é mais grave. Temos de nos preocupar se a nossa democracia resistirá ao primeiro mandato do Bolsonaro", afirma o senador e vice-presidente da CPI da Pandemia.

Randolfe avalia que os apelos que Barack e Michele Obama faziam servem perfeitamente ao Brasil. Os Obama diziam aos eleitores americanos que deveriam votar em Joe Biden naquela eleição como se a vida deles dependesse disso.

"Nós estamos vendo que a vida e o futuro dos brasileiros dependem de tirar o Bolsonaro do poder. A tragédia da pandemia no Brasil e os ataques à democracia, ao meio ambiente e às minorias mostram que a missão civilizatória da nossa geração é derrotar o bolsonarismo."

Randolfe afirma que "tudo tem limite" ao justificar por que resolveu apresentar queixa-crime contra o presidente da República por difamação: "Bolsonaro sempre testa os limites da nossa paciência. Na democracia, há limites para difamar, caluniar, injuriar e espalhar fake news".

O presidente divulgou nas redes sociais um vídeo com mentira a respeito do senador. Afirmou que Randolfe teria atuado a favor da compra da vacina indiana Covaxin, o que é falso. A fake news é uma maneira de tentar encobrir a responsabilidade presidencial na contratação de 20 milhões de doses da Covaxin com preço superfaturado.

Conversa da cidade

Em Brasília, há rumores de que a Caixa Econômica Federal na gestão Pedro Guimarães seria um espelho ético do Ministério do Saúde sob Eduardo Pazuello.

Segunda safra

A tentativa de encontrar a terceira via na eleição presidencial está numa espécie de segunda safra. Rodrigo Pacheco, Simone Tebet, José Luiz Datena e Eduardo Leite fizeram movimentos recentes para entrar no grupo que já tem João Doria, Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro. Luciano Huck e João Amoedo abandonaram o jogo.

Tarefa hercúlea

Ciro Gomes (PDT) é visto por bolsonaristas e petistas como o nome que tem mais chance de se apresentar como uma terceira via na eleição presidencial. Para se viabilizar, Ciro teria de superar os 20 pontos percentuais nas pesquisas, marca que parece ser o piso de Bolsonaro. Para ultrapassar Lula, o sarrafo é bem mais alto.

Dois em um

A mexida ministerial para instalar o PP na Casa Civil tem dois objetivos: aumentar a proteção política do Centrão contra eventual impeachment e tentar viabilizar uma sigla para Bolsonaro se candidatar à reeleição.

Efeito Lava Jato

Se o PT voltar ao poder, o partido tende a copiar uma decisão de Jair Bolsonaro: não levar em conta a lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) para indicar o procurador-geral da República.