PUBLICIDADE
Topo

MTST busca doações para atender os sem-teto afetados pelo coronavírus

Coronavírus - NIAID-RML/AP
Coronavírus Imagem: NIAID-RML/AP
Leonardo Sakamoto

É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu conflitos armados em diversos países e violações aos direitos humanos em todos os estados brasileiros. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002). É diretor da ONG Repórter Brasil, conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão e comissário da Liechtenstein Initiative - Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos. É autor de "Pequenos Contos Para Começar o Dia" (2012), "O que Aprendi Sendo Xingado na Internet" (2016), entre outros.

Colunista do UOL

19/03/2020 15h00

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) criou um fundo de solidariedade para comprar alimentos, medicamentos e produtos de limpeza e álcool gel para distribuir a sem-teto por conta da pandemia.

"No Brasil, o coronavírus começou como doença de rico, mas em pouco tempo vai explodir na periferia", afirmou à coluna Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST.

"E quem vai sofrer mais são os pobres, os sem-teto, aqueles sem moradia digna e com pouco acesso à saúde. Também vão sofrer os trabalhadores informais, para quem o governo quer oferecer uma merreca [R$ 200] para ficar em casa", avalia. Para ele, o Brasil já vivia uma crise política, econômica e social e, agora, também vive uma crise de saúde pública.

As ações devem ocorrer no Estado de São Paulo, mas também estão previstas doações para sem-teto no Ceará, Roraima, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Alagoas, entre outros.

De acordo com o líder do MTST, mesmo com as campanhas em rádio e TV, o movimento percebeu que há comunidades pobres com baixo nível de informações básicas sobre como se prevenir do coronavírus. Por isso, eles estão capacitando equipes para passarem orientações.

"As equipes também vão fiscalizar também como está o atendimento da população pelos serviços de saúde públicos e se obras emergência no saneamento público estão sendo realizadas", afirma.

A meta inicial do movimento é arrecadar R$ 80 mil. O site para doações pode ser acessado aqui.

Leonardo Sakamoto