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Mauricio Stycer

REPORTAGEM

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"Não desisti de disputar a Presidência, mas está mais difícil", diz Datena

Datena deseja ser candidato à Presidência em 2022, mas vê mais dificuldades após a fusão do PSL com o DEM - Reprodução
Datena deseja ser candidato à Presidência em 2022, mas vê mais dificuldades após a fusão do PSL com o DEM Imagem: Reprodução
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Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

15/10/2021 06h01

Num momento ainda de muita especulação sobre candidaturas para as eleições de 2022, o apresentador Jose Luiz Datena segue determinado a disputar a Presidência da República, mas reconhece que as chances hoje são menores.

Pesquisas têm apontado a eleição do ano que vem como polarizada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido), o que tem gerado movimentação de partidos em busca de uma terceira via.

Datena contava em ser o nome do PSL, mas sabe que perdeu espaço após a fusão deste partido com o DEM para a criação da União Brasil. "Ficou um pouco mais complicado", disse ao UOL.

"A diferença é que eu já havia sido lançado como candidato à Presidência pelo PSL e agora, após a fusão com o DEM, eu vou ter que participar de prévias", diz citando os nomes de dois políticos que são mencionados como presidenciáveis na legenda, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

"Se eu me meter em prévia para a Presidência, o Pacheco e o Mandetta me jantam. Pra disputar uma vaga dentro do partido, você precisa ter habilidade política e fazer coisa que eu não sei fazer".

O apresentador da Band hoje enxerga mais possibilidades de disputar o governo de São Paulo. "Dá para disputar e ganhar, se eu sair por esse partido (União Brasil), que tem dinheiro e tempo de televisão". Mas Datena sabe que o ex-governador Geraldo Alckmin tem conversado com a legenda e pode ficar com a vaga.

Com o quadro mais complicado do que imaginou, Datena afirma que, na pior das hipóteses, vai disputar uma vaga ao Senado. "Tenho convite do Patriotas para a Presidência. Mas não dá para enfrentar uma campanha grande dessas sem ter uma estrutura e uma coligação razoável".

Outra opção considerada pelo apresentador é sair candidato ao governo de São Paulo pelo PDT. O presidente nacional do legenda, Carlos Lupi, já disse que ofereceu três possibilidades a Datena: ser vice de Ciro Gomes, candidato a governador de São Paulo ou ao Senado. O apresentador considera "remota" a chance de ser vice na chapa de Ciro - ele acha que o PDT buscará composição com outro nome.

"Não quero que pensem que eu sou o fodão, mas eu tenho muito mais chance de ganhar do Alckmin e do (Fernando) Haddad para o governo de São Paulo porque os dois estão desgastados", diz Datena. "O (Guilherme) Boulos é o adversário a ser batido. Talvez seja o cara mais preparado entre esses todos".

Mas o desejo maior, mesmo, é outro: "Não desisti da Presidência ainda, não. Se me derem condição, oportunidade, de disputar a Presidência, eu vou disputar. E vou pro pau".