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Mauricio Stycer

REPORTAGEM

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Globo encerra canal de TV na Europa e vende pacote direto ao assinante

A Globo revelou uma nova identidade visual neste final de ano - Reprodução/Globoplay
A Globo revelou uma nova identidade visual neste final de ano Imagem: Reprodução/Globoplay
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Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

03/12/2021 07h01

Os assinantes da Globo Internacional na Europa foram informados que o canal será desativado no próximo dia 31 de dezembro. A opção não será mais comercializada por nenhuma operadora de TV por assinatura em 43 países, com exceção de Portugal.

"O desligamento do canal internacional da Globo através dos operadores de TV paga na Europa faz parte das mudanças que visam transformar o modelo operacional da companhia, que terá uma atuação com foco no atendimento direto ao consumidor neste território", diz a Globo, em nota enviada à coluna. Desde outubro, "o brasileiro expatriado já conta com uma oferta mais moderna, robusta e acessível à sua disposição através do Globoplay".

Sem intermediários, a perspectiva é faturar mais. A empresa afirma que "a mudança não altera no quadro de funcionários e representações comerciais". O número de assinantes da Globo Internacional nos 43 países que deixarão de contar com o serviço não foi divulgado. "São informações das operadoras locais de TV por assinatura".

Dirigindo-se nas redes sociais aos assinantes que vivem na Europa, a Globo Internacional disse que está "modernizando sua oferta no território". A oferta é de um pacote com transmissão de sete canais ao vivo, incluindo o canal internacional da Globo e também GNT, Viva, Multishow, GloboNews, SporTV e Premiere, além de mais de 1.000 títulos no catálogo, por 9,99 euros por mês (o equivalente a R$ 63).

Este modelo "com foco no atendimento direto ao consumidor" é o pavor das operadoras de TV por assinatura. No Brasil, para a Globo, a oferta de seus canais em pacotes de TV paga ainda é um negócio bastante lucrativo, apesar da queda permanente do número de assinantes.