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Mauricio Stycer

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

De volta à Ucrânia, repórter testemunha morte e destruição em Kharkiv

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Mauricio Stycer

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Adeus, Controle Remoto" (editora Arquipélago, 2016), "História do Lance! ? Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo? (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011). Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Colunista do UOL

21/04/2022 14h57Atualizada em 21/04/2022 19h36

Um mês após deixar a Ucrânia, o jornalista Yan Boechat, correspondente da Band, voltou ao front e testemunhou, nesta quinta-feira (21), o recrudescimento dos ataques da Rússia a Kharkiv, a segunda maior cidade do país.

Em um vídeo divulgado pela emissora (acima), ele está diante de um carro em chamas, atingido por um míssil russo, e informa que duas pessoas estão mortas lá dentro, carbonizadas. "O ataque aconteceu agora há pouco", informa. Em seu perfil no Twitter, o profissional acrescentou: "No lugar errado, na hora errada. Um carro atingido por um grad, um míssil rústico, com pouca tecnologia. Dois mortos."

Boechat retornou à Ucrânia num momento em que as principais concorrentes da Band estão sem correspondentes no local. O repórter Luis Kawaguti segue a serviço da JP News. A Record, emissora que mais enviou jornalistas ao país em guerra (Leandro Stoliar, Roberto Cabrini, André Tal e André Azeredo) está sem um enviado desde o início do mês.

SBT, CNN Brasil e GloboNews, igualmente, também não estão com correspondentes nem na Ucrânia nem na fronteira, na Polônia. O fotógrafo Gabriel Chaim, que enviou diversos relatos para a Globo, segue documentando a guerra e publicando em suas redes sociais.

A maior parte dos profissionais brasileiros deixou a Ucrânia por falta de segurança. Foi o problema enfrentado pelo jornalista André Liohn, que atuou na cobertura da guerra como correspondente do UOL e da Folha de S.Paulo por cinco semanas, e foi embora no final de março.