PUBLICIDADE
Topo

Mauricio Stycer

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Em Kiev, Cabrini mostra expectativa do ataque russo e conta planos de saída

Em Kiev, o jornalista Roberto Cabrini descreve a expectativa de um ataque da Rússia à capital ucraniana - Reprodução
Em Kiev, o jornalista Roberto Cabrini descreve a expectativa de um ataque da Rússia à capital ucraniana Imagem: Reprodução
só para assinantes
Mauricio Stycer

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Adeus, Controle Remoto" (editora Arquipélago, 2016), "História do Lance! ? Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo? (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011). Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Colunista do UOL

06/03/2022 21h38

Receba os novos posts desta coluna no seu e-mail

Email inválido

Na Ucrânia há uma semana, o jornalista Roberto Cabrini finalmente conseguiu chegar a Kiev no sábado (05). Hoje, no "Domingo Espetacular", ele relatou, numa reportagem impactante de 30 minutos, a expectativa de soldados ucranianos diante do iminente ataque russo.

Junto com o repórter Edrien Esteves, Cabrini conversou com três integrantes de um "comando especial" que aguarda o início da guerra em Kiev. "Você está pronto para morrer pelo seu país?", perguntou o repórter a um soldado de 26 anos. "Claro! Sem dúvida. Me sinto forte para expulsar os inimigos", disse.

Um outro militar, mais graduado, disse a Cabrini em inglês: "Se você tem uma faca velha e o seu vizinho tem uma faca nova, isso não faz dele um cozinheiro melhor". O repórter da Record perguntou ao comandante dessa tropa: "Kiev vai cair?" E ele respondeu: "Não vai cair para ninguém. A situação é difícil, mas não impossível".

Usando capacete e colete a prova de balas, Cabrini também entrevistou uma soldada ucraniana. Ela revelou ter voltado ao país para se engajar na luta. "Quero olhar nos olhos do meu inimigo", disse, em reposta a uma provocação do repórter.

Cabrini contou que está hospedado num hotel na praça Maidan (da Independência), no centro de Kiev. Segundo ele, há cerca de 30 jornalistas estrangeiros, europeus em sua maioria, no local. Questionado ao vivo pelo apresentador Eduardo Ribeiro sobre a possibilidade de ter que deixar a capital, o repórter disse que os profissionais estrangeiros planejam sair de Kiev assim que não tiverem mais acesso a internet.

Cabrini e Esteves foram de Lviv para Kiev num longa viagem de trem. Segundo a Record, o deslocamento foi uma produção própria dos jornalistas. Na capital, conseguiram lugar no hotel com o apoio de um produtor contratado.

Os enviados especiais do SBT, Sérgio Utsch, e da Band, Yan Boechat, deixaram Kiev na terça-feira (1º) após a iminência de ataques russos no sexto dia de conflito na Ucrânia. Ambos relataram dificuldades para permanecer na capital. Desde então, o fotógrafo Gabriel Chaim, que está enviando relatos para a Globo, era o único jornalista brasileiro em Kiev.

Também na terça-feira, o embaixador brasileiro na Ucrânia, Norton de Andrade Mello Rapesta deixou Kiev com a sua equipe e se instalou em Lviv.

Guerra entre Rússia e Ucrânia entra no 11º dia; veja imagens do conflito