Gleisi diz que é contra 'projeto da bancada do estupro'
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que é "contra o PL da bancada do estupro". A declaração foi enviada nesta sexta-feira (14) por sua assessoria de imprensa.
É a primeira vez que ela se manifesta quase dois dias depois da votação da urgência do projeto, que equipara o aborto ao homicídio após 22 semanas de gestação.
Segundo apurou a coluna, Gleisi é contra o aborto, mas discorda do projeto que iguala o aborto legal em casos de estupro, anencefalia do feto e risco de vida para a gestante ao homicídio .
A fala de Gleisi também vem depois da primeira dama Janja da Silva criticar o PL nas redes sociais cerca de 34 horas depois da aprovação da urgência.
O PT se posicionou contra o projeto na quarta-feira depois da votação comandada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, que durou poucos segundos junto com PSOL e PC do B.
Todas as lideranças, no entanto, aceitaram um acordo para votar a urgência de forma simbólica. O acordo permite que o tema siga direto para o plenário da Câmara, sem passar pelas comissões.
Segundo uma fonte de PT, foi um movimentação de contenção de danos, porque temia-se a votação da urgência seguida pelo mérito. Além disso, haveria uma promessa de Lira de restringir o escopo do PL e adiar sua análise. Aliados de Lira negam essa promessa.
A esperança dos partidos de esquerda agora é que a reação nas redes sociais e nas ruas contenha o ímpeto da direita de aprovar o PL. Ocorreram manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Florianópolis. A centro-direita é maioria no Congresso.
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