PUBLICIDADE
Topo

Rogério Gentile

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Tribunal de Justiça nega indenização ao guru espiritual Sri Prem Baba

O líder espiritual Prem Baba  - Divulgação
O líder espiritual Prem Baba Imagem: Divulgação
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

12/04/2021 09h43

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de indenização por danos morais feito pelo mestre espiritual Sri Prem Baba à Editora Globo.

Em setembro de 2018, a revista "Época", da Editora Globo, publicou a reportagem "A Ciranda de Sexo, Dinheiro e Mentiras de Prem Baba", na qual relatava que três mulheres o acusavam de abuso sexual. O texto dizia ainda que ele se aproveitava da boa vontade da comunidade para enriquecer.

Na ação, Janderson Fernandes de Oliveira, o Prem Baba, afirma que as acusações são ofensivas e que a publicação, "de modo irresponsável e sensacionalista", trouxe danos irreparáveis a sua honra e imagem.

"As acusações são inverídicas", disse à Justiça a defesa do líder espiritual. "Não pode o Sri Prem Baba, pessoa honesta e proba, reconhecida internacionalmente pelo excelente trabalho, ser exposto à sociedade como um criminoso."

Prem Baba, de 55 anos, que é líder espiritual hinduísta da linhagem Sachcha, queria a remoção e a retificação da reportagem, além de uma indenização pelo "valor simbólico de R$ 20 mil".

A revista se defendeu no processo afirmando que a reportagem foi cautelosa, isenta e imparcial e que apenas narrou as acusações feitas por antigas seguidoras do líder espiritual. "Trata-se de um episódio de relevante interesse público", afirmou André Cid de Oliveira, advogado da Época.

Sri (que significa Senhor) Prem (amor divino) Baba (santidade) foi derrotado em primeira e segunda instâncias.

O desembargador Erickson Gavazza Marques, relator do processo no TJ, afirmou que, embora o conteúdo da reportagem possa ter desagradado o líder espiritual, "não houve abuso do direito de manifestação".

Cabe recurso à decisão.