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Rogério Gentile

Justiça penhora bens de Roger Abdelmassih a pedido do filho

O ex-médico Roger Abdelmassih  - Reprodução/Globonews
O ex-médico Roger Abdelmassih Imagem: Reprodução/Globonews
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

06/10/2021 10h03

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por crimes sexuais contra pacientes.

A penhora foi feita a pedido de Vicente Abdelmassih, que processou o pai por conta dos constrangimentos e prejuízos que o escândalo provocou na sua vida familiar, pessoal e profissional. Roger foi condenado a pagar uma indenização por danos morais que hoje, com juros, multa e correção, é calculada em R$ 83.865.

O ex-médico defendeu-se no processo argumentando que o filho estava "tentando se beneficiar de um lamentável episódio ocorrido na sua vida" com base em "pseudotrauma". "Está, sem dúvida, superdimensionando um acontecimento para tirar proveito econômico e passar-se por vítima", afirmou Roger Abdelmassih à Justiça.

Ele disse que o filho agia com ingratidão, a despeito de tudo o que fez por ele ao longo da vida, citando, entre outras questões o fato de ter pago a sua faculdade, ter lhe dado carros e o ajudado a realizar diversas viagens internacionais.

Roger Abdelmassih foi condenado a indenizar o filho por danos morais em primeira e segunda instâncias e não pode mais recorrer, pois o processo transitou o julgado. Ele pode apenas questionar o cálculo do valor da indenização.

Como ele não pagou a indenização, a Justiça determinou a penhora, que recai sobre os bens de um apartamento no Jardim Paulista no qual Abdelmassih cumpria prisão domiciliar até julho, quando o Tribunal de Justiça revogou o benefício, ordenando que ele retornasse para o regime fechado.