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"Regina Duarte pode se magoar e virar a namoradinha do fascismo", diz Frota

O deputado e ator Alexandre Frota, hoje no PSDB-SP, teve que deixar o PSL após romper com o presidente Bolsonaro - Agência Câmara
O deputado e ator Alexandre Frota, hoje no PSDB-SP, teve que deixar o PSL após romper com o presidente Bolsonaro Imagem: Agência Câmara
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

20/01/2020 16h21

"Gosto muito da Regina Duarte. Mas ela não está preparada para assumir o cargo numa guerra dessas. A Regina foi durante anos a namoradinha do Brasil e corre o risco de se tornar namoradinha do fascismo".

É essa a expectativa do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), caso a atriz assuma o comando da Secretaria Nacional de Cultura, mesmo que o presidente Jair Bolsonaro transforme o órgão em Ministério.

Ex-ator, Frota começou a romper com o presidente da República quando bateu de frente com o guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, e o controle que esse grupo exerce sobre a área de Cultura do governo.

"Eles encaram aquilo como uma guerra. A Regina pouco ou nada poderá fazer. O Roberto Alvim teve que deixar o comando da Secretaria, mas nomeou um monte de gente indicada por ele e pelo Olavo. A máquina já está montada", disse Frota.

Segundo o deputado, a nomeação da atriz "pode gerar mídia num primeiro momento", mas ela "vai acabar se magoando".

Frota avalia que Regina Duarte não terá poder para mexer na pasta. "Porque o que está ocorrendo na área cultural tem o Jair Bolsonaro por trás. Ele pensa exatamente como o Roberto Alvim e o Olavo", disse ao blog.