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Tales Faria

Presidente do PSL contradiz Bolsonaro: 'não discutimos sua volta à legenda'

Bolsonaro e Luciano Bivar, presidente do PSL - Divulgação/PSL - 5.jan.2018
Bolsonaro e Luciano Bivar, presidente do PSL Imagem: Divulgação/PSL - 5.jan.2018
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Chefe da Sucursal de Brasília do UOL

14/08/2020 10h44

O presidente nacional do PSL, deputado Luciano Bivar, disse ao blog que não há qualquer negociação com o presidente Jair Bolsonaro para sua volta ao partido.

Em sua live que foi ao ar nesta quinta-feira, 13, Bolsonaro disse ter recebido convites de três partidos e que estaria disposto até a retornar ao PSL.

Ele rompeu com o partido quando estouraram denúncia de uso de laranjas pela legenda durante a campanha eleitoral de 2018.

Bolsonaro responsabilizou o comando partidário. Bivar lembrou que havia se afastado da presidência da legenda por um acordo com o então candidato a presidente da República, que indicou Gustavo Bebianno para comandar o partido.

"O que há é um grupo de deputados que está em contato com o partido para revisionar as punições, com o argumento de que, com a extinção da Aliança Pelo Brasil, perdeu-se o motivo de punibilidade", disse.

Sobre um possível retorno de Bolsonaro, ele argumenta:

"Isso não foi posto na mesa e não está sendo discutido. Mesmo porque estamos vinculados a um bloco independente. O PSL vota aquilo que é bom para o país. Isso faz com que haja alguma coincidência de ideias nas votações. Mas é só isso. Não há qualquer negociação."

Bem, digamos que realmente não haja ninguém no partido negociando a volta de Bolsonaro. Então, muito provavelmente, essa ainda é uma especulação, feita por aqueles deputados punidos que estão fazendo as pazes com a direção da legenda.

Mas vão enfrentar resistência. O senador Major Olímpio (PSL-SP) enviou mensagem ao blog em que afirma: "É uma reconciliação impossível. Se a maioria do PSL tiver vergonha na cara, não aceita o Bolsonaro de volta. É mais fácil aceitar a filiação do Lula".