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É falso que Pfizer tenha comprado fábrica de desfibriladores na Bahia

7.jan.2022 - Montagem simula o site G1 para veicular informação falsa de que Pfizer comprou fábrica de desfibriladores na Bahia - Reprodução / Facebook
7.jan.2022 - Montagem simula o site G1 para veicular informação falsa de que Pfizer comprou fábrica de desfibriladores na Bahia Imagem: Reprodução / Facebook

Rayanne Albuquerque

Do UOL, em São Paulo

07/01/2022 18h08Atualizada em 07/01/2022 18h08

É falso que a farmacêutica Pfizer tenha comprado uma fábrica de desfibriladores no interior da Bahia, como diz uma montagem que circula nas redes sociais e simula a aparência do site de notícias G1. Em nota encaminhada ao UOL Confere, a Pfizer disse que a alegação não procede. O próprio G1 desmentiu o boato ao informar que não publicou tal conteúdo e que a imagem foi obtida por meio de uma manipulação.

Além de usar o logotipo e o padrão visual do portal de notícias, a montagem com a alegação falsa contém um erro de português no título: a falta da palavra "de", entre "fábrica" e "desfibriladores", o que reforça o indício de manipulação da imagem. A suposta notícia também não tem data, nem a assinatura do responsável pelo texto, o que não corresponde ao padrão usado pelo G1.

No Facebook, a montagem foi replicada pelo menos 100 vezes em perfis públicos. No Twitter, o UOL Confere conseguiu contar outras dezenas de compartilhamentos do conteúdo falso.

O conteúdo falso passou a circular em paralelo ao noticiário sobre a vacinação contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dezembro. Até o momento, a Pfizer é a única fabricante de imunizantes contra a doença que tem autorização definitiva da agência para fornecer doses para esta faixa etária.

Para tomar a decisão, a Anvisa analisou um estudo feito com 2.250 crianças que mostrou que a vacina da Pfizer é segura e eficaz para este público, com benefícios que superam os riscos. A norte-americana FDA (Food and Drug Administration) e a europeia EMA (Agência Europeia de Medicamentos), agências com funções similares às da Anvisa, já haviam aprovado a vacinação nesta faixa etária com o imunizante da farmacêutica.

Ontem (6), o Ministério da Saúde definiu que a utilização das vacinas seguirá as recomendações da Anvisa, sem a necessidade de prescrição médica.

A vacina da Pfizer aprovada para uso infantil não é a mesma já utilizada na imunização de adolescentes e adultos. A dose usada é menor e mais diluída — o que impede o uso em adultos e vice-versa. Para facilitar a distinção, a tampa do frasco das vacinas para crianças será laranja.

Vacina contra covid-19 para crianças tem tampa laranja - Divulgação/Pfizer - Divulgação/Pfizer
Vacina contra covid-19 para crianças tem tampa laranja
Imagem: Divulgação/Pfizer

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