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Post engana ao relacionar conselheira da Caixa a casos de assédio sexual

05.jul.2022 - A mulher da imagem é representante de funcionários da Caixa, não vítima de assédio pelo ex-presidente do banco - Arte/UOL sobre Reprodução/Facebook
05.jul.2022 - A mulher da imagem é representante de funcionários da Caixa, não vítima de assédio pelo ex-presidente do banco Imagem: Arte/UOL sobre Reprodução/Facebook

Letícia Mutchnik

Do UOL, em São Paulo

05/07/2022 18h23

Uma foto de Maria Rita Serrano, representante dos funcionários no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, foi usada de forma enganosa nas redes sociais. A publicação original, que chegou a ter 1.500 compartilhamentos em menos de 24 horas, que diz que ela foi uma das mulheres que denunciaram Pedro Guimarães, ex-presidente do banco, por assédio sexual. No entanto, a representante afirmou, em entrevista publicada pelo jornal O Globo, que o executivo tentava intimidá-la no conselho, mas não fez denúncias de cunho sexual.

"Pense numa mistura de Gisele Bündchen com Angelina Jolie, pois é! Essa é a mulher linda, exuberante e irresistível que o ex-presidente da caixa Pedro Guimarães 'assediou'", registrava o post, que foi apagado. A postagem feita no dia 1º de julho não informava o nome da suposta vítima e questiona a veracidade da denúncia.

A mentira também circulou no WhatsApp. No aplicativo, a imagem é acompanhada de um texto afirmando que Serrano acusa o ex-presidente de assédio. No entanto, na entrevista a O Globo, a representante afirmou que o executivo tentava intimidá-la no conselho. A representante dos funcionários não fez denúncias de cunho sexual, apesar de seu site oficial informar que ela ingressou com solicitação ao Conselho de Administração para que seja aberto processo para apurar as denúncias.

Maria Rita Serrano também disse que sabia de rumores de episódios de assédio, mas sem nenhuma prova. Ela contou também que nenhuma funcionária havia submetido ao Conselho de Administração da Caixa denúncias formais ou processo de investigação interno sobre os casos.

Pedro Guimarães assumiu a presidência da Caixa no início do governo de Jair Bolsonaro (PL) e pediu demissão do banco na quarta-feira (29), um dia após a divulgação dos casos pelo Metrópoles. Em carta, Guimarães negou as denúncias.

A publicação também foi checada pela Agência Lupa e pelo Aos Fatos.

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