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Comerciantes aproveitam tragédia em Xerém (RJ) para aumentar preços; polícia faz ação para reprimir crime

Do UOL, no Rio

2013-01-08T13:10:21

08/01/2013 13h10

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza nesta terça-feira (8) uma ação para reprimir crimes contra o consumidor praticados por comerciantes de Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, devastado por uma forte chuva que deixou, na semana passada, mais de 1.200 pessoas fora de casa.

Segundo denúncias de moradores, confirmadas pela polícia, muitos supermercados passaram a cobrar preços abusivos depois da tragédia. Agentes da Decon (Delegacia do Consumidor) percorrem nesta manhã estabelecimentos comerciais identificados pelos denunciantes e já encontraram irregularidades em itens básicos, tais como galões d'água e panos de chão. Em alguns casos, o reajuste ilícito ultrapassa os 100%.

"Antes você comprava um galão d'água por menos do que R$ 7. Tem gente aqui vendendo por R$ 15, R$ 20. É uma covardia", afirmou Mário Henrique dos Santos, morador do bairro Café Torrado.

Uma gerente de um supermercado teria sido autuada em flagrante e conduzida ao distrito policial, segundo informações da "TV Globo". Ao fim da ação, a Polícia Civil deve divulgar um balanço com o resultado da diligência.

Pela legislação atual, os crimes contra a economia popular, como o aumento abusivo de preços, têm pena que varia de dois a seis anos de prisão e/ou multa. Considerando o estado de calamidade pública, a pena pode dobrar.

Ajuda financeira

O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, informou nesta terça-feira (8) que pretende se reunir nesta semana com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para solicitar verbas para o município da Baixada Fluminense.

Segundo nota divulgada pela prefeitura, serão solicitados R$ 30 milhões para a recuperação de ruas e para o pagamento de aluguel social a cerca de 150 pessoas que tiveram que deixar suas casas, no distrito de Xerém.

De acordo com o prefeito, cerca de 150 casas consideradas em áreas de risco serão demolidas (70 já se encontram interditadas) pela Defesa Civil nas próximas duas semanas --dessas, pelo menos dez já foram derrubadas nesta manhã. Mais 20 imóveis devem ser demolidos até o fim desta semana.

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