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Jurado é liberado por médicos, e júri do Carandiru é retomado

Janaina Garcia e Gabriela Fujita

Do UOL, em São Paulo

18/04/2013 14h23Atualizada em 18/04/2013 15h16

O júri dos 26 policiais militares acusados pela morte de 15 presos do Carandiru, há mais de 20 anos, foi retomado às 15h03 desta quinta-feira (18). O julgamento estava suspenso desde ontem (17) às 9h porque um dos sete jurados teve mal- estar antes do início da sessão. Avaliado por médicos duas vezes só hoje, o jovem foi liberado a continuar no Conselho de Sentença no início da tarde, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo anunciou que o júri não seria cancelado.

Hoje será feita a leitura de peças por parte do Ministério Público. Os interrogatórios de quatro dos 26 réus (24 deles presentes) devem acontecer na sequência.

 

Mais cedo, por volta das 11h, a assessoria do TJ-SP distribuiu uma nota à imprensa no Fórum da Barra Funda, onde o júri é realizado desde segunda (15), informando sobre a impossibilidade de retomada da sessão na parte da manhã e com menção a eventual dissolução do Conselho de Sentença, se o jurado não melhorasse.

As causas do mal-estar do jurado não foram informadas pelo TJ, nem pelo juiz José Augusto Nardy Marzagão, que falou sobre o caso, ontem à tarde, em entrevista coletiva.

Se o júri fosse cancelado, todas as atividades já realizadas desde a última segunda poderiam ser canceladas, e nova data para o julgamento dos PMs teria de ser definida pelo juiz. Seria o terceiro adiamento em menos de três meses --o segundo, em dez dias.

Ontem, na entrevista, o juiz não especificou qual o mal estar do jurado. "Seria leviano da minha parte dizer qual seria a enfermidade", disse, pouco depois de mencionar que o jovem "não demonstrou qualquer tipo de sintoma a mim".

“Cheguei pela manhã, fui conversar com os jurados e percebi que um deles não estava se sentido muito bem. Como isso tinha ocorrido em outra ocasião, por precaução solicitei equipe médica, que recomendou que ele fosse ao ambulatório. Os médicos disseram que ele teve um mal estar e precisa de repouso”, disse o juiz.

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