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GPS de carro que transportou Amarildo estava desligado, diz Polícia Civil

Na quinta-feira (1º) manifestantes protestaram pela desmilitarização e pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza - Antonio Scorza/UOL
Na quinta-feira (1º) manifestantes protestaram pela desmilitarização e pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza Imagem: Antonio Scorza/UOL

Da Agência Brasil, no Rio

02/08/2013 11h18

O carro da Polícia Militar que levou o ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza à sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, zona sul da cidade, em 14 de julho, não estava sendo monitorado porque o GPS (Sistema de Posicionamento Global) estava desligado. A informação foi divulgada pela Polícia Civil. Amarildo está desaparecido desde que foi levado à sede da UPP.

A investigação do caso está sendo feita pela DH (Divisão de Homicídios), que é a unidade responsável pela investigação dos assassinatos ocorridos no Estado. Na quinta-feira (1º), o Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense da Academia de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o sangue encontrado na viatura da UPP da Rocinha, não era de Amarildo.

As investigações da Polícia Civil já apontaram que as câmeras que monitoram a movimentação na entrada e na saída da sede da UPP da Rocinha quebraram no dia em que o ajudante de pedreiro foi levado até lá.

Depoimento de PMs

O delegado titular da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, deverá ouvir hoje policiais militares da UPP. O delegado, que está no local, também ouvirá amigos e familiares do ajudante de pedreiro. Na quinta (1º), o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, esteve na sede da DH para acompanhar as investigações a fim de esclarecer o paradeiro do morador da Rocinha. A Polícia Civil informou que não descarta a possibilidade de fazer a reconstituição do caso.

Celulares

Dois celulares apreendidos na Operação Paz Armada, na Rocinha, no dia 13 de julho, um dia antes do desaparecimento de Amarildo podem ajudar a solucionar o caso, segundo informou o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Vieira.

De acordo com ele, os aparelhos foram apreendidos na comunidade durante a operação e começaram a receber chamadas. Em conversas com os interlocutores, policiais teriam conseguido informações sobre o sumiço de Amarildo.

"Existe um inquérito na 15ª DP (Gávea) sobre o aparecimento de dois celulares, a partir dos quais comunicações se fizeram, e há notória ligação com o desaparecimento. São aparelhos de terceiros achados na rua e em duas localidades diferentes", informou Vieira, que não soube dizer quais seriam as informações dadas sobre o desaparecimento.

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