Cármen Lúcia se reúne com Perillo para discutir crise prisional em GO

Flávio Costa

DO UOL, em Goiânia

  • Fernando Leite/Governo de Goiás

    Cármen Lúcia e Marconi Perillo se reúnem para debater a crise prisional em GO

    Cármen Lúcia e Marconi Perillo se reúnem para debater a crise prisional em GO

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministra Cármen Lúcia, reúne-se na manhã desta segunda-feira (8) com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e outras autoridades locais, para debater a crise no sistema prisional do Estado.

A reunião acontece no TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás), na região central de Goiânia. Cármen Lúcia chegou ao local por volta das 9h30.

Também participam do encontro o presidente do TJ-GO goiana, desembargador Gilberto Marques Filho, e representantes do MP (Ministério Público) e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Nos primeiros dias deste ano, o complexo prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital, foi palco de três rebeliões. Na primeira, nove presos morreram e outros 14 ficaram feridos, além disso, um total de 99 presos conseguiram fugir.

Estava prevista inicialmente a visita de Cármen Lúcia ao complexo prisional de Aparecida de Goiânia, mas a visita pode ser cancelada, por questões de agenda, informou a assessoria do TJ-GO.

A briga de facções rivais PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho pelo controle dos presídios motivou as rebeliões, afirmou ao UOL o secretário da Segurança Pública de Goiás, Ricardo Balestreri.

Desde o começo da crise, o governo goiano tem sido alvo de críticas de instituições como o MP, OAB e membros do TJ-GO.

Perillo tem rebatido as críticas atribuindo ao governo federal a responsabilidade da crise do sistema prisional de Goiás.

Ele assinou um manifesto pedindo mais verbas ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, juntamente com outros seis governadores.

Logo após a primeira rebelião, o ministro Torquato Jardim (Justiça) criticou o governo goiano "por desleixo" em relação à gestão dos presídios e informou que o Estado gastou somente 18% da verba de R$ 32 milhões do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) destinada à construção e reforma de unidades prisionais.

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