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Tropa especial do Exército reforça fronteira e presídio de Marcola em RO

Aiuri Rebello, Luís Adorno e Flávio Costa

Do UOL, em São Paulo

2019-02-19T04:00:00

19/02/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Força especial do Exército patrulha presídio para onde foi levado líder do PCC
  • Operações nas faixas de fronteira próximas também foram intensificadas

A 17ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército, conhecida como Brigada Príncipe da Beira, montou um grande esquema de segurança na parte externa do presídio federal de segurança máxima em Porto Velho, para onde foi levado Marcos Willian Camacho, o Marcola, e outros líderes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na semana passada.

A brigada de selva do Exército também reforçou o controle em pontos na fronteira entre Rondônia a Bolívia, a 160 quilômetros dali, e outros pontos de travessia entre os dois países também no Acre, estado vizinho. Autoridades paulistas não queriam que Marcola ficasse em uma penitenciária próxima à fronteira, pois temiam uma tentativa de resgate organizada a partir do país vizinho.

Na divisa com Rondônia, a Bolívia é o país onde estaria Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho. Apontado como braço direito de Marcola e o principal nome do crime organizado paulista em liberdade, Fuminho participou de planos de resgate de Marcola em São Paulo, negociou remessas com a máfia italiana e também participou do assassinato de líderes da facção que estariam desviando recursos do grupo, segundo autoridades.

Ninhos de metralhadora calibre .50

A penitenciária de segurança máxima em Porto Velho fica afastada da cidade em área de mata densa. Do lado de fora do presídio, é possível ver que o Exército montou diversos postos de controle de veículos, com obstáculos na pista, e até ninhos de metralhadora calibre .50, de alto poder de destruição, protegidos com sacos de areia.

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola

UOL Notícias

Helicópteros ficam de prontidão em pontos próximos para prestar apoio em caso de emergência, e dezenas de soldados fazem patrulhas inclusive nas áreas de mata 24 horas por dia. Com isso, o Exército espera afastar qualquer tentativa de resgate dos criminosos.

A operação foi autorizada pelo governo federal inicialmente por 15 dias, mas o período pode ser ampliado. 

Procurado pelo UOL, o General de Brigada José Eduardo Leal de Oliveira, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, afirmou não estar autorizado pelo Ministério da Defesa a conceder entrevistas. Por questões de segurança, não foi informado quantos homens participam da operação no presídio em Porto Velho.

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