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Universitária de 19 anos morre após passar mal durante rave em Curitiba

Larissa Rodrigues de Campos - Arquivo pessoal
Larissa Rodrigues de Campos Imagem: Arquivo pessoal

Abinoan Santiago

Colaboração para o UOL, em Ponta Grossa (PR)

17/02/2020 14h04

A Polícia Civil do Paraná abriu inquérito para investigar a morte da universitária Larissa Rodrigues de Campos, de 19 anos, no último sábado, durante uma rave (festival de música eletrônica) de pré-Carnaval no bairro Prado Velho, em Curitiba. A principal linha de investigação é overdose decorrente de suposto uso de ecstasy. A família diz desconhecer se a jovem usava qualquer produto ilícito.

Larissa passou mal durante a rave e foi levada para o Hospital Universitário Cajuru, mas morreu, logo ao dar entrada na unidade. De acordo com o primo de Larissa, o técnico de qualidade Leandro Gomes, de 34 anos, o atestado de óbito informou "causa indefinida". O laudo do Instituto Médico Legal (IML) é que confirmará o motivo do falecimento.

"Foi uma tragédia para nós. A gente não tem o laudo ainda. Na certidão de óbito aparece causa indefinida. Desconhecemos se ela tinha algum problema de saúde. O que era para ser uma tarde de alegria em uma festa acabou virando uma fatalidade para nossa família. É uma dor muito grande", comentou Gomes.

A hipótese de overdose é sustentada pelo o que os amigos de Larissa informaram à Polícia Civil. A jovem teria comprado droga antes de entrar no evento e sofrido uma parada cardíaca depois de ingerir o entorpecente.

"Ela teria ido numa festa de pré-Carnaval e, segundo relatos, ingerido substâncias entorpecentes, a princípio ecstasy, e isso poderia ter causado um infarto na festa. Estamos coletando depoimentos de pessoas e amigos para identificar o que realmente aconteceu. É importante aguardar o laudo para saber se foi ou não a overdose", afirmou a delegada Camila Cecconello, que investiga o caso.

Segundo a Polícia Civil, além de a família ter informado que desconhecia se Larissa usava drogas, os amigos também relataram que presenciaram a universitária consumindo entorpecentes apenas na ocasião. O grupo adquiriu o ecstasy de uma pessoa desconhecida antes de entrar no evento. A investigação busca imagens de segurança ao redor do local para identificar o traficante.

"Existe grande chance disso [uso de drogas] ter acontecido. Ela estava com grupo de amigos e adquiriu drogas de uma pessoa na entrada da festa que era uma desconhecida deles", reforçou a delegada.

Em nota, a organização do evento lamentou o ocorrido e garantiu ter prestado os primeiros-socorros. Além disso, se colocou à disposição dos familiares e da polícia para auxiliar no caso.

Família está em choque

Larissa era a terceira filha entre quatro irmãos e cursava engenharia química desde 2019 em uma faculdade de Curitiba. Segundo o primo dela, a família ainda está muito abalada com o ocorrido. A universitária era considerada uma promessa na carreira acadêmica. "Ela era uma menina super querida, com as melhores notas na faculdade, tanto que estava sendo sondada para auxiliar os professores na classe".

"A gente não sabe o dia de amanhã. Que isso fique de alerta aos outros jovens, pois às vezes vão a um lugar legal, mas não sabemos o que pode acontecer. Está todo mundo muito abalado. Infelizmente, não conseguimos descansar a noite, não conseguimos passar na frente do quarto dela. Está sendo muito complicado", completou o primo de Larissa.

Cotidiano