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Paulista Aberta: SP vê situação simples, mas não tem previsão para retomada

Segundo prefeito Bruno Covas (PSDB), situação exige menos prazos para organização; no entanto, não há previsão de reabertura para os próximos dias - Rafael Arbex/Estadão Conteúdo
Segundo prefeito Bruno Covas (PSDB), situação exige menos prazos para organização; no entanto, não há previsão de reabertura para os próximos dias Imagem: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo*

17/07/2020 13h53

A Prefeitura de São Paulo ainda não tem planos para a reabertura de endereços como a Avenida Paulista e o Minhocão para pedestres aos domingos. No entanto, o prefeito Bruno Covas (PSDB) admitiu hoje que a situação dos locais exigirá menos planejamento do que megaeventos, como Réveillon e Carnaval.

O programa que fecha o tráfego de veículos nas vias foi suspenso em março, diante da pandemia do novo coronavírus. Hoje, Covas anunciou que o Réveillon na Paulista foi cancelado. O Carnaval de 2021 na cidade também tem situação incerta no momento.

O uso de vias públicas pela população nos domingos, por sua vez, pode ser retomado. "Como são eventos que não requerem tanto prazo para a organização, assim que for possível, a gente anuncia a retomada", explicou Bruno Covas.

"Não precisa anunciar com seis, oito meses de antecedência. Se durante a semana a gente perceber que é possível, a gente anuncia para o fim de semana seguinte", acrescentou.

O prefeito paulistano, no entanto, assegurou que, "por enquanto", não há "nenhuma possibilidade para os próximos dias" a respeito.

Retorno das ciclofaixas

As ciclofaixas de lazer voltarão a funcionar neste domingo (19) na cidade de São Paulo. A retomada ocorre após a assinatura de um termo de cooperação com a nova patrocinadora do programa, que abrange 117,6 km de extensão em vias como as avenidas Paulista e Sumaré, dentre outras.

Interrompido em agosto de 2019 por falta de patrocínio, o programa funciona exclusivamente nos domingos e feriados, das 7h às 16h. Ele prevê a restrição de uma faixa exclusiva para o tráfego de bicicletas e patinetes, suporte mecânico para usuários e outros serviços.

O novo termo de cooperação é válido por 12 meses e foi assinado com a Uber, com investimento privado previsto de R$ 11,5 milhões. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a retomada do serviço respeitará "medidas de proteção e higiene".

A primeira ciclofaixa de lazer paulistana foi implantada em 2009. Desde então, o serviço teve ampliações para outras vias e hoje abrange os seguintes circuitos: Paulista/Jabaquara; Paulista/Centro; Jabaquara/Parque Ibirapuera; Parque Ibirapuera/Sumaré; Parque Ibirapuera/Parque do Povo; Parque do Povo/Parque Villa-Lobos; Parque do Chuvisco/Parque do Povo; trecho zona norte; e trecho zona leste.

A retomada não amplia as vias atendidas até 2019. Fora do Brasil, cidades como Bogotá, Melbourne e Milão têm estendido a malha cicloviária durante a pandemia do novo coronavírus. Na França, o governo chegou a criar um programa de incentivo para manutenção de bicicletas usadas.

* Com informações Estadão Conteúdo

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