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Polícia adota cautela sobre indícios de barco em que casal morreu em Angra

3.set.2021 - Polícia achou no começo de setembro boia que acredita ser do barco desaparecido em Angra - Divulgação Polícia Civil
3.set.2021 - Polícia achou no começo de setembro boia que acredita ser do barco desaparecido em Angra Imagem: Divulgação Polícia Civil

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

23/09/2021 11h49Atualizada em 23/09/2021 13h51

Apesar de a prefeitura de Angra dos Reis anunciar que encontrou indícios do barco Novo Milênio, onde estavam o empresário Leonardo Machado, de 50 anos, e a ex-mulher dele, Cristiane Nogueira, de 48, antes de morrerem, a polícia ainda trata o achado com cautela.

Ontem, o Grupamento Marítimo de Ilha Grande informou que localizou no fundo do mar vestígios de um barco a 5 km da Praia do Provetá, e o secretário da Ilha, Carlos Kazuo, comentou que foram vistas uma rede embolada e uma tolda de inox retorcida, de cor verde, a uma profundidade de 38 m. Ambos podem ser do Novo Milênio, desaparecido na região há um mês.

No entanto, os poucos itens achados e a visibilidade ruim ainda deixam dúvidas sobre a confirmação de que a embarcação era a do casal, segundo a polícia. No começo do mês, já havia sido achada uma boia que se achava ser do Novo Milênio.

Ao UOL, o delegado Vilson de Almeida, responsável pelas investigações, disse que ainda não é possível ter certeza que os destroços encontrados pertencem ao barco que desapareceu.

"Devido à profundidade, às condições do tempo e de visibilidade, ainda não é possível confirmar se realmente há um barco naufragado e se esse barco é do Leonardo. Há vestígios de destroços da embarcação, os mergulhadores dos Bombeiros encontraram um pedaço de madeira na localidade, mas não se conseguiu ter acesso ao fundo do mar para confirmar se há uma embarcação e se a embarcação é do Leonardo", afirmou Almeida.

Os indícios

Um mergulho foi feito no sábado (18), com auxílio de uma lanterna, já que não havia mais luz natural onde os materiais foram observados. As condições climáticas não favoreceram as ações de buscas.

Um novo mergulho foi realizado no dia seguinte, no domingo (19), mas segundo o secretário, havia muito lodo no fundo do mar e a equipe de cinco mergulhadores não conseguiu localizar novamente a tolda.

"No domingo, a condição no fundo do mar estava bem pior, descemos e lá embaixo tinha muito lodo, a visibilidade caiu para zero. A visibilidade já era ruim no sábado e no domingo estava bem pior. A gente não conseguia nem ver o computador de mergulho. Foi um mergulho restrito. No tato, só conseguimos encontrar a rede e cabos", afirmou o secretário Carlos Kazuo.

Kazuo disse que aguarda o tempo melhorar para que as equipes façam novos mergulhos na região. A intenção é que duas equipes acessem o local na próxima quarta-feira (29), com equipamentos de filmagem para extrair imagens para o inquérito da Polícia Civil.

Se confirmada da localização do barco, a embarcação deve ser removida pelo proprietário do veículo, que estava emprestado para Leonardo.

Relembre o caso

A Polícia Civil do Rio tenta localizar a embarcação Novo Milênio que está desaparecida há um mês desde que o empresário Leonardo Machado e a ex-mulher dele, Cristiane Nogueira saíram para um passeio com destino à Lagoa Verde, em Angra dos Reis, para apreciar o pôr do sol. O casal, que tentava uma reconciliação, deixou a casa onde estavam no dia 22 de agosto e não retornaram.

O corpo de Cristiane foi achado uma semana depois, na restinga da Marambaia, na zona oeste do Rio. Já o corpo de Leonardo foi encontrado no dia 16 na Praia do Provetá - uma região de difícil navegação devido a quantidade de pedras na região.

A polícia acredita que correntes marítimas justifiquem a distância onde os corpos foram localizados: 50 km em linha reta.

A causa da morte do casal foi afogamento e, por isso, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de naufrágio. Se achada, a embarcação passará por uma perícia a fim de apontar o que aconteceu com o casal no dia do passeio.

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