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Paraty: Mãe de copiloto de avião que sumiu no mar crê que filho está vivo

Ana Regina participa das buscas pelo filho no mar próximo à Paraty (RJ) - Reprodução/ TV Bandeirantes
Ana Regina participa das buscas pelo filho no mar próximo à Paraty (RJ) Imagem: Reprodução/ TV Bandeirantes

Do UOL, em São Paulo

26/11/2021 20h38Atualizada em 27/11/2021 06h07

Ana Regina Agostinho, mãe de José Porfírio de Brito Júnior, copiloto do bimotor que desapareceu no mar entre Paraty (RJ) e Ubatuba (SP), na noite da última terça-feira (24), diz que família acredita que ele esteja vivo após o acidente e que irá encontrá-lo em uma ilha. A declaração se deu em entrevista à TV Bandeirantes.

Desde o desaparecimento, as buscas estão ocorrendo com ajuda de um barqueiro de Paraty, inclusive com uso de apitos para sinal sonoro. Uma poltrona e um corpo, identificado como sendo do piloto Gustava Carneiro, já foram encontrados no mar. Na ocasião do acidente, os dois pilotos estavam acompanhados de apenas um passageiro, ainda não localizado.

"A gente que tirou do mar a cadeira que ele estava sentado. [...] Tenho certeza que meu filho está em alguma ilha, pelo perfil dele. Ele é um menino que nada muito bem, um garoto que pratica esporte, é surfista", afirmou a mãe do rapaz, Ana Regina, em reportagem ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.

"Eu morro de medo de mar, estou no mar atrás dele por ele", confessou ela, explicando que o filho tem noções de sobrevivência. "Ele o tempo todo ensinava para mim e para a irmã como que deveria fazer em uma queda de avião dentro do mar. O que tinha que fazer, para a gente seguir as correntezas, que a gente tinha que boiar. Eu sei que meu filho está em alguma ilha, que ele se abrigou em alguma ilha".

foto 1 - Reprodução/ TV Bandeirantes - Reprodução/ TV Bandeirantes
Poltrona que seria do copiloto foi encontrada quase intacta boiando no mar e foi recolhida pela família
Imagem: Reprodução/ TV Bandeirantes

O corpo do piloto Gustavo Carneiro foi encontrado ontem a cerca de 6 km de onde foram encontrados destroços como a poltrona que seria de José Porfírio. Com essas informações, a família traçou a possível coordenada de onde teria sido feito um pouso de emergência. Há muitas ilhas na região, por isso, as buscas se concentram em suas encostas.

"A gente vai ficar no mar até achar o meu filho. Eu sei que vou achar. Eu sinto no coração que meu filho está vivo, que ele vai voltar para mim, que ele é forte. Ele só precisa de ajuda" falou Ana Regina, emocionada.

"Desde pequeno, ele sempre teve várias fotos no avião, e sempre falou que queria ser piloto e não tinha outra profissão. Às vezes eu falava 'ah, tem que ter outra'. [E ele] 'Não, não existe outra profissão para mim, mãe. Nasci para ser piloto e pronto'. Ele é realizado como piloto, um filho que toda mãe gostaria de ter, quem conhece ele sabe", declarou, acrescentando que ele era elogiado pelos voos que fazia.

José Porfírio de Brito Júnior é identificado como proprietário da aeronave que desapareceu no mar, um bimotor da Piper Aircraft, fabricado há 40 anos.

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