Conteúdo publicado há 2 meses

São Paulo: prova de residência da Santa Casa tem suspeita de fraude

Candidatos que prestaram a prova de residência para Santa Casa de Miserircórdia de São Paulo na manhã deste sábado (9) afirmam que um dos envelopes chegou violado e com 20 provas a menos do que o esperado.

O que aconteceu

A situação ocorreu na universidade Anhembi-Morumbi da Mooca. Por volta de 8h, as provas para residência em pediatria que seriam aplicadas na sala 72 chegaram em um envelope violado. Inicialmente, um homem identificado como Paulo disse que o malote havia sido aberto em outra sala — o que contraria as regras do edital.

O envelope trazia menos provas do que o número de candidatos na sala. De acordo com pessoas que estavam na sala, o malote trazia apenas 40 provas e havia cerca de 60 pessoas na sala para fazerem a prova. A contagem foi feita na frente deles por uma fiscal identificada como Rosana.

Diante da situação, vários candidatos não prestaram o exame. Um deles foi Paulo Gomes, que veio de Recife para São Paulo apenas para fazer a prova. Ele postou vídeos no Instagram em que denuncia a situação e se dirigiu à 8ª Delegacia de Polícia (Belenzinho) para registrar boletim de ocorrência.

"Todas as apurações necessárias estão sendo realizadas", diz Santa Casa. De acordo com a entidade, estão sendo tomadas providências "para que não ocorram prejuízos aos candidatos".

Organizadores ofereceram nova data em 2024

Candidatos esperaram até 12h, mas não fizeram a prova. Os organizadores do concurso chegaram a propor aos candidatos que fizessem provas que estavam em outro malote fechado — mas eles não aceitaram. Outra possibilidade oferecida foi a de tentar prestar o exame em janeiro ou fevereiro do ano que vem.

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No fim da tarde, cinco candidatos aguardavam atendimento na 8ª DP. Após serem atendidos, eles pretendem seguir para o Ministério Público para registrar uma denúncia em que vão pedir o cancelamento do concurso.

Concurso abrangia várias especialidades. Segundo os candidatos, as provas foram aplicadas em três diferentes pontos da cidade de São Paulo para quase 5 mil pessoas.

O que dizem os envolvidos

A gente não sabe o que de fato aconteceu com essas 20 provas. Como elas deveriam ter chegado lacradas em um malote que seria aberto na nossa frente, a gente se recusou a fazer a prova.
Paulo Gomes, candidato que estava na sala 72

Ficamos todos chocados, sem ter a dimensão do que estava acontecendo. Afinal, um ano de dedicação e superação estava em jogo. Havia pessoas que vieram de fora, tinham voo de volta marcado para depois da prova e que não conseguiram fazer
Tamy Zlochevsky, candidata que estava na sala 72

Estamos correndo atrás para que a justiça seja feita e esperamos que tenha resultado. Tudo isso é muito desgastante e frustante, pois nos preparamos o ano inteiro para sermos desrespeitados dessa forma
Tatiana Féres, candidata que estava na sala 72

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Das outras salas, dava para ouvir a gritaria quando a situação aconteceu
Fernanda Oreb, candidata que fazia a prova na universidade Anhembi-Morumbi da Mooca

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