Conteúdo publicado há 2 meses

Polícia mira empresas suspeitas de lavar dinheiro para milícia de Zinho

A Polícia Civil do Rio faz hoje uma operação contra empresas suspeitas de lavar dinheiro para a milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, preso desde dezembro de 2023.

O que aconteceu

São 21 mandados de busca e apreensão nos bairros Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Campo Grande e Santa Cruz, além do município de Seropédica. Os endereços são ligados a nove pessoas físicas e sete jurídicas.

A milícia de Zinho movimentou cerca de R$ 135 milhões entre 2017 e 2023, segundo a investigação. É a maior milícia da zona oeste do Rio.

A Justiça autorizou a interdição de empresas suspeitas de envolvimento com a milícia e o bloqueio de bens. A operação de hoje ocorre em parceria com o Gaeco, do Ministério Público.

Quem é Zinho?

O comando da maior milícia do Rio passou para as mãos de Zinho após morte de seu irmão Wellington da Silva Braga, o Ecko. Desde 2021, Zinho trava uma sangrenta disputa com outros grupos paramilitares, que tentam controlar a organização criminosa. Antes, ele era apontado como o responsável por gerenciar as finanças do grupo, segundo a Polícia Civil.

As investigações apontam que o miliciano era hábil com as contas. Antes de ascender à chefia do grupo, era ele quem contabilizava e lavava o dinheiro originado por atividades ilícitas, incluindo a venda clandestina de sinais de TV a cabo, de gás e de licenças para serviços de transporte.

Em setembro de 2023, Zinho foi um dos denunciados pelo Ministério Público. Ele foi acusado pela morte do ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, e de um amigo dele. Jerominho teria sido morto após tentar retomar o comando da milícia, que foi fundada por ele.

Em outubro, a advogada do miliciano, Leonella Vieira, negou as acusações contra ele. Segundo ela, Zinho é vítima de "deduções" do Ministério Público, oriundas do parentesco dele com o ex-chefe da milícia, Ecko.

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Sobrinho de Zinho foi morto no fim de outubro. Matheus da Silva Rezende, o Faustão, era número dois da organização (conhecida como "Família Braga" ou "Bonde do Zinho"), e morreu durante troca de tiros com a Polícia Civil em Santa Cruz, também no Rio.

Zinho se entregou à PF em 24 de dezembro por medo de ser executado. Ele estava foragido desde 2018.

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