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Cúpula do MBL em SP domina Patriota para lançar candidato à prefeitura

Adelaide Oliveira e Arthur do Val (Patriota) formam a chapa do Patriota - Divulgação
Adelaide Oliveira e Arthur do Val (Patriota) formam a chapa do Patriota Imagem: Divulgação

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

24/09/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Expoente do MBL, Arthur do Val escolheu o Patriota para ser candidato a prefeitura e levou consigo parte da cúpula do movimento
  • Ele disse que optou pelo partido porque a direção dele concordou em não usar o fundo eleitoral e não houve negociata no acordo
  • O presidente do Patriota em São Paulo afirmou que a chegada ajuda a encorpar o partido nestas eleições e fortalece a legenda para 2022

O MBL tem um candidato à Prefeitura de São Paulo, Arthur do Val. Sem ambiente no DEM, partido pelo qual se elegeu deputado estadual em 2018 e do qual acabou expulso, ele escolheu o Patriota para concorrer na eleição municipal.

"Nós [do MBL] não usamos fundo eleitoral e não aceitamos negociata política. O Patriota nos abriu as portas dentro destas condições", afirmou Arthur do Val.

Também pesou na decisão o fato de o partido oferecer autonomia para o MBL decidir os rumos do diretório municipal de São Paulo. Arthur do Val exerceu esta prerrogativa e levou junto parte da cúpula do movimento que ficou conhecido por trabalhar pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Renato Battista, coordenador nacional do MBL, foi empossado como presidente do diretório do Patriota na cidade de São Paulo. Ele trabalha na campanha de Arthur do Val e disse que se trata de um projeto do candidato que está sendo apoiado pelo movimento.

Além da dupla, o vereador Fernando Holiday também mudou para o Patriota. Antes, ele integrava o DEM. Battista declarou que houve abertura de conversas com vários partidos, mas que havia outros interesses por parte destas legendas: "Falavam conosco e, uma semana depois, o Bruno Covas [prefeito de São Paulo] entregava cargos para estes partidos na administração pública".

O presidente estadual do Patriota, Ovasco Resende, disse que a meta é construir as bases para um bom desempenho em 2022, o que passa por maior bancada de vereadores em grandes cidades. A chegada do MBL fortalece este movimento na maior cidade do país.

MBL - Karime Xavier/Folhapress - Karime Xavier/Folhapress
Kim Kataguri (e), Arthur do Val (centro) e Fernando Holiday (d) são lideranças do MBL
Imagem: Karime Xavier/Folhapress

Ele também argumentou que ter um nome como Do Val concorrendo na eleição majoritária gera exposição do partido e das ideias de valorização da vida, da família e da livre iniciativa, todas bandeiras caras ao Patriota. Resende afirmou que estes temas também são pertinentes ao MBL e a união foi proveitosa para os dois lados.

Ele não teme que uma eventual desfiliação futura de integrantes do MBL possa desidratar ou até mesmo comprometer a existência do partido. O presidente estadual do Patriota lembra que o presidente Jair Bolsonaro foi filiado e a saída dele não implodiu a legenda. Resende disse que, enquanto houver obediência ao estatuto e às ideias, não há risco de extinção.

Renato Battista ressaltou que havia espaço para a junção de forças e crescimento mútuo e mencionou que a direção municipal do partido em São Paulo era provisória. Ele afirmou que, depois de acertada a filiação, os compromissos foram honrados e não houve qualquer tipo de problemas.

"A gente foi muito bem recebido no partido. Não viu resistência, a diretoria municipal era provisória e o pessoal da nacional foi a favor."