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'Tá no Google', 'carguinho' e 'cara de trabalhador' marcam debate em SP

Ana Carla Bermúdez e Vitor Pamplona*

Do UOL, em São Paulo e colaboração para o UOL, em São Paulo

02/10/2020 02h32

Com formato de perguntas e respostas curtas, o primeiro debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo acabou se tornando palco para frases de efeito. Mais de uma vez, candidatos tentaram driblar o breve tempo de exposição na TV para impulsionar conteúdos na internet.

"Isso está à disposição, está no Google. É só as pessoas irem até lá e olharem", afirmou a candidata Joice Hasselmann (PSL). Postulante ao cargo pela Rede, Marina Helou usou um de seus tempos de resposta para pedir que eleitores visitassem seu site —mas não respondeu ao questionamento feito a ela.

O encontro também foi marcado por ataques a Bruno Covas (PSDB) e a Celso Russomanno (Republicanos), que aparecem à frente nas pesquisas de intenção de voto. Eles, por sua vez, optaram pelo antipetismo para responder às críticas.

Veja, abaixo, frases do debate:

Queria lamentar que uma pessoa tão inteligente como você tenha se tornado tão amargo graças às derrotas que acumulou ao longo dos últimos anos. Isso não condiz com sua inteligência."
Bruno Covas (PSDB) para Andrea Matarazzo (PSD)

Você, que assistiu ao discurso do candidato antes de mim, percebe que ele tem cara de trabalhador, que acorda cedo, cartão de ponto e se dedica ao desenvolvimento da cidade. Coisa nenhuma! Aqui, neste debate, tem um monte de geração de herdeiros, que abre a boca para falar sobre a geração de empregos, só que nunca bateu um prego numa barra de sabão."
Orlando Silva (PCdoB) para Arthur do Val (Patriota)

O que o PT sabe é dar cargo para a companheirada. O senhor já imaginou, a senhora já imaginou, se ele ganha a eleição e traz a Dilma para ter um carguinho aqui na prefeitura de São Paulo?"
Bruno Covas para Jilmar Tatto (PT)

O governo de Bolsonaro é um estelionato, Celso Russomanno. Você deveria chamar o Procon para combater esse estelionato."
Orlando Silva para Russomanno (Republicanos)

Eu liderei, sim, a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, e, não fosse a reforma da Previdência, liderada no Congresso, o país estaria quebrado. Foram R$ 800 bilhões, bilhões de reais em economia. Um trabalho duro, feito com deputados, senadores, em todo o Brasil. Isso também está à disposição, está no Google. É só as pessoas irem até lá e olharem."
Joice Hasselmann (PSL) para Orlando Silva

Márcio, sua política é essa? Lavar as mãos em relação à violência contra as mulheres em São Paulo?"
Guilherme Boulos (PSOL) para Márcio França (PSB), sobre o candidato ter afirmado que atender brigas domésticas atrapalha o trabalho da polícia

Acho engraçado o Boulos porque ele reclama do Bolsonaro, reclama de fake news, mas você colabora com isso, né? Onde é que você leu isso, de onde tirou?"
Márcio França em resposta a Guilherme Boulos

Olha, gente. Ninguém precisa acreditar em mim, vai, digita no Google, digita Márcio França mais feminicídio e vocês vão ter as matérias que ele acabou de dizer que é fake news."
Tréplica de Boulos a França

Sou o único candidato que tem amizade com o presidente da República."
Celso Russomanno

*Colaborou Felipe Oliveira